terça-feira, 31 de maio de 2011

Falcon recebe 162 visitantes na cadeia em três semanas


Falcon recebe 162 visitantes na cadeia em três semanas


Coronel da PM, delegado da Polícia Federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Município foram até cela de acusado de chefiar milícia na Zona Norte

Rio, 30 de maio de 2011 - Uma rede de amizades. Em três semanas de prisão numa cela do Batalhão de Choque da Polícia Miliar, no Estácio, o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon, recebeu a visita de 162 pessoas entre os dias 15 de abril e 9 de maio. Uma romaria à cela com direito a entrada de agentes de quase todas as forças de segurança. Em especial, de oficiais da PM, de um delegado da Polícia Federal e até do vice-presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio, José de Moraes Correia Neto.

Marcos Vieira de Souza, o Falcon, foi preso por agentes da Corregedoria da Polícia Civil na porta de delegacia | Foto: Andre Luiz Mello / Agência O Dia

Na lista de visitantes ilustres estão o coronel Marcos Alexandre Santos de Almeida — responsável pelo 5º Comando de Policiamento de Área (Volta Redonda) — e o delegado federal Victor César Carvalho dos Santos.

Mais dois oficiais da PM — major da 1º Delegacia de Polícia Judiciária Militar e um tenente que não identificou o local da lotação — também foram ao Batalhão de Choque falar com Falcon, acusado de comandar milícia em Madureira e Oswaldo Cruz. Ele foi preso no dia 14 de abril na porta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE).

A PM é que detém a liderança absoluta no ranking de visitas ao sargento. Além dos três oficiais, mais quatro praças também estiveram no Choque. Para completar a lista de agentes de segurança que foram encontrar Falcon, três inspetores da Polícia Civil, três bombeiros e dois cabos da Marinha assinaram o livro de presença.

O vai e vem no batalhão foi bem intenso: chega a média de 54 pessoas por semana ou oito por dia. E pode ser ainda maior: algumas das visitas estiveram mais do que uma vez na companhia de sargento Falcon. Por lá passaram ainda cinco pessoas que se identificaram como empresários, um assessor parlamentar, dois pastores, professores e até o capelão auxiliar da PM.

Carro blindado com armas

Falcon foi preso por agentes da Corregedoria da Polícia Civil quando levava o miliciano Paulo Ferreira Júnior, o Paulinho do Gás, para se apresentar à Draco. Dentro de sua Pajero blindada, havia pistolas, 590 cápsulas e R$ 33 mil.

O sargento está no Batalhão de Choque desde o dia 15 de abril. Para não ser levado ao Batalhão Especial Prisional (BEP), ele alegou risco de vida por já ter prendido policiais. Falcon responde por porte de armas e ligação com as milícias. Durante anos, ele foi cedido pela PM à Polícia Civil.

Explicações

A Corregedoria da PM investiga a lista de visitas de Falcon. O coronel Marcos Alexandre justificou, por meio da assessoria de imprensa da corporação, que “os dois encontros com o sargento foram para uma investigação reservada da PM”. Quarta-feira, o Conselho Superior de Comando da corporação se reúne para analisar o caso. O oficial pode ser punido por grave violação da disciplina.

O delegado Victor César disse que foi ao batalhão para avaliar as acusações contra o PM. “Conheço o Falcon há muito tempo. Inclusive, fazemos uma grande investigação a partir de uma informação que ele nos trouxe”, justificou. O DIA entrou em contato com a assessoria do TCM, mas José Moraes não foi localizado.


Reportagem de João Antônio Barros e Vania Cunha
Foto: Andre Luiz Mello / Agência O Dia

domingo, 29 de maio de 2011

Milícia ameaça crianças e escola no Rio de Janeiro: com bomba



Boato: escola próxima a 'condomínio da milícia' sofre ameaça de bomba

As aulas nas escolas Jesus Soares e Sônia Maria Maltes Fernandes, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foram suspensas na manhã desta quinta-feira, por causa de um boato em que um grupo de miliciano iria jogar bombas nas duas instituições de ensino, em represália à desocupação dos moradores do condomínio Ferrara, que foi invadido pela milícia do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.

O tumulto foi generalizado nas duas escolas, disse ao SRZD a professora Regina Rodrigues, que contou como tudo começou: "Um aluno de outra escola ouviu uma mãe falar que um homem passou próximo a escola falando que iriam jogar uma bomba no colégio, e outra mãe passou dizendo que deram toque de recolher. Foi um tumulto danado. Nunca imaginei que isso iria acontecer aqui".



Segundo a professora, uma grande parte dos alunos mora no condomínio Ferrara, e muitos pais souberam do boato e foram para o colégio buscar o filho. "Tentamos conversar com os responsáveis para acalmá-los, mas eles estavam muito agitados.  Muitas mães desmaiaram, outras começaram a discutir com os professores, porque queriam levar o filho para longe dali de qualquer jeito".

Quando achava-se que o mal entendido estava sendo esclarecido, os alunos da escola ao lado (Jesus Soares) pularam o muro tentando fugir para a escola Sônia Maria Maltes Fernandes, pois achavam que uma bomba iria explodir no lado de fora. "Saíram pulando por cima do outro. Isso foi por volta das 9h30, e depois disso não teve mais aulas. Na parte da tarde os pais não levaram as crianças para a escola. Ninguém quis levar o filho", afirma Regina.

A professora informou que nesta sexta-feira terá aula normalmente, porém acredita que quem mora no condomínio não irá aparecer porque não sabem como irão fazer com suas moradias.

Fonte: SRZD - Hélio Almeida | Rio+ | 26/05/2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Milícia pode estar envolvida na tentativa de homicídio em Del Castilho na Zona Norte do Rio

Milícia pode estar envolvida na tentativa de homicídio em Del Castilho na Zona Norte do Rio

Por Ana Claudia Costa e Waleska Borges





 Foto: Fabiano Rocha / Extra

RIO - A polícia não descarta o envolvimento da milícia na tentativa de execução de três pessoas na manhã de hoje em Del Castilho. De acordo com a polícia, o ex-PM, o PM e o agente funerário que foram baleados teriam envolvimento com a máfia de transportes alternativos feitos por vans. A perícia ainda está no local, na Rua Van Gogh, onde ocorreu o crime. O local fica em frente ao condomínio onde mora o agente funerário. Ao todo, segundo a PM, foram vinte tiros de fuzil e pistola no Gol preto onde o trio estava. A rua está interditada para a realização da perícia.

O policial militar Jonas Neves de Abreu, o ex-policial Cláudio Alves da Silva e o agente penitenciário identificado como Cláudio Pereira da Costa, de 44 anos, foram baleados na manhã de hoje.

Os três foram socorridos e levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier.Ainda de acordo com a polícia, contra o agente funerário há um mandado de prisão por homicídio e formação de quadrilha.

Fonte Globonline

sábado, 21 de maio de 2011

Policia Federal vai ajudar no Rio de Janeiro a retirar milícia que controla o projeto Minha Casa

  







Grupo ligado a ex-PM preso cobra taxas de 10 mil moradores em 11 conjuntos do programa federal na Zona Oeste










A milícia chefiada pelo ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, vem impondo a cobrança de "taxas de segurança" a cerca de dez mil moradores de 2.709 imóveis em 11 conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa. Minha Vida em Campo Grande, Cosmos e Realengo, na Zona Oeste do Rio. Preocupado com a situação, o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, disse que a atuação dos grupos paramilitares pode pôr em risco a continuidade do programa federal, que prevê a entrega este ano de 12 mil unidades, 80% delas na região.


Para impor o medo aos moradores, o grupo chefiado por Batman - hoje preso em unidade de segurança máxima em Mato Grosso do Sul - costuma invadir as áreas internas dos condomínios, exibindo armas e até disparando tiros para o alto. Episódios denunciados por moradores dos condomínios Livorno, Trento e Treviso, em Cosmos. No condomínio Ferrara, em Campo Grande, os milicianos chegaram a ocupar e vender 143 dos 262 apartamentos:


- A situação no condomínio Ferrara é a mais grave. Lá, os milicianos aproveitaram que o conjunto ainda não havia recebido todos os moradores cadastrados pela secretaria e invadiram 143 unidades. Temos informações de que os imóveis estavam sendo vendidos - disse Bittar.


Quadrilha cortou o fornecimento de água


Em Realengo, moradores dos condomínios Vivendas do Ipê Branco e Vivendas do Ipê Amarelo, cada um com 299 unidades, tiveram as ligações de água da Cedae cortadas por um grupo paramilitar, também ligado ao grupo de Batman. O problema foi denunciado em fevereiro. Em troca do restabelecimento do serviço, os milicianos exigiram taxas de R$100, mais um percentual referente ao valor das contas.


De acordo com Bittar, após os moradores terem denunciado o problema, a Cedae restabeleceu o fornecimento de água nos 598 imóveis. Apesar disso, os milicianos continuam agindo na região, cobrando "taxas de segurança" e oferecendo serviços clandestinos de internet e TV a cabo aos moradores.


Os métodos empregados pelos milicianos para conseguir cobrar taxas dos moradores nem sempre são violentos. O corte de água e as ameaças feitas por integrantes dos grupos armados são colocadas em prática em último caso.


“- Primeiro eles oferecem TV a cabo e internet banda larga para ganhar a simpatia de parte dos moradores. Foi assim que fizeram no condomínio Trento. Depois começaram a exigir cotas de segurança de R$20. Nesse período começaram a acontecer pequenos roubos. Alguns moradores que se recusaram a pagar perderam bicicletas e até botijões de gás - conta um morador.”


ssustado com a ação dos milicianos, o morador, que recebeu o apartamento do programa após ter perdido a casa nas chuvas do ano passado, pensou em abandonar o imóvel e voltar para favela onde vivia:


“- Lá a gente convivia com o tráfico de drogas, garotos armados com fuzis e viciados, mas ninguém cobrava taxa da gente. Aqui só tem trabalhador pobre, que passa o dia batalhando algum dinheiro. Eu não tenho como pagar. Os milicianos cobram por tudo. Um botijão de gás custa até R$5 mais caro por causa do ágio. E quem não paga é proibido de comprar em outro lugar. Outro dia, um morador levou uma tapa na cara por ter comprado o botijão fora do esquema. Apanhou calado e ainda teve o botijão roubado - desabafou.”


A violência dos integrantes da milícia de Batman leva os moradores a adotarem a "lei do silêncio". A equipe do GLOBO percorreu seis dos 11 condomínios aterrorizados pelos paramilitares. À frente dos portões, moradores evitavam falar ou mesmo chegar perto. Na Avenida Cesário de Melo, em Cosmos, onde foram construídos os condomínios Livorno, Trento e Varese, alguns moradores aceitaram falar num ponto de ônibus, a 200 metros da entrada dos empreendimentos.


Um dos moradores afirmou que pretende devolver o imóvel à Secretaria de Habitação:


“- Os milicianos são tão violentos quanto os traficantes e ainda contam com proteção de policiais. É comum ver patrulhas da PM circulando pelas ruas dos condomínios, levando milicianos do bando de Batman. Por isso ninguém procura a polícia para denunciar. Vai confiar em quem?”


Bittar admite que muitos moradores de áreas de risco e mesmo desabrigados têm se recusado a receber imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida na Zona Oeste. Há casos também de beneficiados que pediram para devolver apartamentos na região e receber em outras localidades:


“- Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco o continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades habitacionais, mas 80% delas ficam em bairros da Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias. O tráfico é um problema sério, sem dúvida, mas os milicianos contam diretamente com a participação de policiais, tornando muito difícil o combate.”


PF vai ajudar na retomada de imóveis invadidos


Segundo Bittar, as denúncias de ameaças e domínio territorial por parte de grupos paramilitares nos 11 condomínios foram repassadas à Secretaria estadual de Segurança Pública.


  Realizamos algumas reuniões com representantes da Caixa, que financia a construção dos imóveis, e da PM para tentar reverter o problema. Em fevereiro, cheguei a participar de uma ação no condomínio Ferrara, em Campo Grande, com objetivo de retomar os 143 apartamentos invadidos e vendidos pelos milicianos, mas, lamentavelmente, não conseguimos retomar os imóveis - disse Bittar.


Na última semana, Bittar esteve reunido com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, para tratar do assunto. Desta vez, o grupo recorreu à Polícia Federal para realizar uma nova ação, ainda sem data definida, para retomar os apartamentos invadidos no condomínio Ferrara.


Mesmo preso numa cela de sete metros quadrados de uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS), a 1.445 quilômetros do Rio, Batman continua comandando os integrantes de sua milícia, que aterroriza moradores da Zona Oeste. Assim como os traficantes, milicianos presos se correspondem com suas quadrilhas por meio de cartas e bilhetes entregues a emissários durante as visitas aos presídidos. As ordens de Batman são lidas em voz alta durante as reuniões da quadrilha.


O ex-PM é temido na Zona Oeste por causa de sua violência. Considerado um dos principais matadores da milícia, ele fugiu pela porta da frente do presídio de segurança máxima Bangu 8, em outubro de 2008. Imagens do circuito interno de segurança do presídio captaram o momento da saída dele, que teria custado R$1 milhão. Sete meses depois, Batman foi preso na casa de uma namorada, em Paciência.


A polícia já prendeu cerca de 700 milicianos desde 2007. No último dia 13, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) levou para a cadeia o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, acusado de chefiar uma milícia em Jacarepaguá.
"Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco a continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades, mas 80% delas ficam na Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias, que contam diretamente com a participação de policiais.”.


No Rio, milícia já controla o Minha Casa
Minha Casa já está sob o domínio de milícia
Autor(es): agência o globo: Sérgio Ramalho
O Globo - 07/05/2011


Justiça reintegra posse de conjuntos habitacionais na zona oeste do Rio que haviam sido invadido por milícia – Conjuntos: Treviso, Terni e Ferrara

Liminar concede reintegração de posse de conjuntos invadidos por milícia na Zona Oeste


 O juiz federal  Valner de Almeida Pinto concedeu à Caixa Econômica Federal e ao Município do Rio de Janeiro a reintegração de posse dos conjuntos habitacionais Treviso, Terni e Ferrara, invadidos por grupos ligados à milícia que age na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os imóveis ficam na Estrada dos Caboclos, entre os bairros de Campo Grande e Cosmos.

A decisão do magistrado é liminar, e foi proferida na quarta-feira, 18 de maio, em ação cível ajuizada pela CEF na segunda, 16. Segundo informações do processo, os condomínios somam 810 casas, construídas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Mais tarde, elas passaram a integrar o programa Minha Casa, Minha Vida, e deveriam ser destinadas a famílias que ficaram desabrigadas em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade  em abril de 2010. Para isso, foi firmado um convênio entre o banco público e a Prefeitura.

Também de acordo com os autos, em fevereiro de 2011 os imóveis vazios e até alguns já ocupados foram invadidos por grupos armados, que ameaçaram funcionários da Secretaria Municipal de Habitação e expulsaram moradores.

No entendimento do juiz Valner de Almeida Pinto, numa situação como essa a lei permite a expedição de ordem liminar para a reintegração, sem a necessidade de que os réus sejam ouvidos. O magistrado, ainda em sua decisão,  determinou que oficiais de justiça façam diligência no local para identificar as casas que tenham sido ocupadas ilegalmente.

Valner Pinto ainda autorizou o uso de força policial e o arrombamento de portas e portões, se necessário. Por fim, o juiz determinou a expedição de ofícios ao Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, ao Comandante Geral da Polícia Militar e ao Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro "requisitando o destacamento de efetivo suficiente para garantir o pleno cumprimento desta decisão".

 A íntegra da decisão pode ser lida no site da Justiça Federal: www.jfrj.jus.br. Basta clicar aqui em Justiça Federal do Rio de Janeiro e colocar o número do processo, para ver a integra da decisão no processo  0006259-56.2011.4.02.5101.

Fonte: Tribunal Regiomal Federal da 2.ª Região

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Polícia investiga se assaltante de lotéricas tem ligação com milícia do RJ


Polícia investiga se assaltante de lotéricas tem ligação com milícia


Ele teria roubado dez casas lotéricas em 30 dias


Rio,  10/05/2011 - Um homem suspeito de assaltar lotéricas foi preso após ser reconhecido por uma das vítimas enquanto passeava com a família em um shopping da zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, o João Luiz Bastos dos Santos, de 40 anos, usava roupas camufladas que servia como disfarce para realizar as ações criminosas. Ele é suspeito de assaltar dez casas lotéricas em menos de 30 dias.

Santos foi reconhecido por umas das vítimas no momento em que passeava com a família em um shopping. A polícia foi acionada e prendeu o suspeito dentro de uma casa lotérica. De acordo com a polícia, ele se comportava como um cliente, entrava na loja para fazer o reconhecimento do local para agir na sequência.

Ele foi encaminhado para a delegacia onde confessou os crimes. Além dos roubos, Santos vai responder por receptação, já que com ele foi apreendido um carro roubado. Dentro do veículo estava um boné do FBI, do centro de inteligência americana, e uma touca ninja.

O serviço de inteligência investiga se ele faz parte de um grupo de milícia.

Assista ao vídeo:


Fonte R7

Policia Federal vai ajudar no Rio de Janeiro a retirar milícia que controla o projeto Minha Casa

  



Grupo ligado a ex-PM preso cobra taxas de 10 mil moradores em 11 conjuntos do programa federal na Zona Oeste





A milícia chefiada pelo ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, vem impondo a cobrança de "taxas de segurança" a cerca de dez mil moradores de 2.709 imóveis em 11 conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa. Minha Vida em Campo Grande, Cosmos e Realengo, na Zona Oeste do Rio. Preocupado com a situação, o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, disse que a atuação dos grupos paramilitares pode pôr em risco a continuidade do programa federal, que prevê a entrega este ano de 12 mil unidades, 80% delas na região.

Para impor o medo aos moradores, o grupo chefiado por Batman - hoje preso em unidade de segurança máxima em Mato Grosso do Sul - costuma invadir as áreas internas dos condomínios, exibindo armas e até disparando tiros para o alto. Episódios denunciados por moradores dos condomínios Livorno, Trento e Treviso, em Cosmos. No condomínio Ferrara, em Campo Grande, os milicianos chegaram a ocupar e vender 143 dos 262 apartamentos:

- A situação no condomínio Ferrara é a mais grave. Lá, os milicianos aproveitaram que o conjunto ainda não havia recebido todos os moradores cadastrados pela secretaria e invadiram 143 unidades. Temos informações de que os imóveis estavam sendo vendidos - disse Bittar.

Quadrilha cortou o fornecimento de água

Em Realengo, moradores dos condomínios Vivendas do Ipê Branco e Vivendas do Ipê Amarelo, cada um com 299 unidades, tiveram as ligações de água da Cedae cortadas por um grupo paramilitar, também ligado ao grupo de Batman. O problema foi denunciado em fevereiro. Em troca do restabelecimento do serviço, os milicianos exigiram taxas de R$100, mais um percentual referente ao valor das contas.

De acordo com Bittar, após os moradores terem denunciado o problema, a Cedae restabeleceu o fornecimento de água nos 598 imóveis. Apesar disso, os milicianos continuam agindo na região, cobrando "taxas de segurança" e oferecendo serviços clandestinos de internet e TV a cabo aos moradores.

Os métodos empregados pelos milicianos para conseguir cobrar taxas dos moradores nem sempre são violentos. O corte de água e as ameaças feitas por integrantes dos grupos armados são colocadas em prática em último caso.

“- Primeiro eles oferecem TV a cabo e internet banda larga para ganhar a simpatia de parte dos moradores. Foi assim que fizeram no condomínio Trento. Depois começaram a exigir cotas de segurança de R$20. Nesse período começaram a acontecer pequenos roubos. Alguns moradores que se recusaram a pagar perderam bicicletas e até botijões de gás - conta um morador.”

ssustado com a ação dos milicianos, o morador, que recebeu o apartamento do programa após ter perdido a casa nas chuvas do ano passado, pensou em abandonar o imóvel e voltar para favela onde vivia:

“- Lá a gente convivia com o tráfico de drogas, garotos armados com fuzis e viciados, mas ninguém cobrava taxa da gente. Aqui só tem trabalhador pobre, que passa o dia batalhando algum dinheiro. Eu não tenho como pagar. Os milicianos cobram por tudo. Um botijão de gás custa até R$5 mais caro por causa do ágio. E quem não paga é proibido de comprar em outro lugar. Outro dia, um morador levou uma tapa na cara por ter comprado o botijão fora do esquema. Apanhou calado e ainda teve o botijão roubado - desabafou.”

A violência dos integrantes da milícia de Batman leva os moradores a adotarem a "lei do silêncio". A equipe do GLOBO percorreu seis dos 11 condomínios aterrorizados pelos paramilitares. À frente dos portões, moradores evitavam falar ou mesmo chegar perto. Na Avenida Cesário de Melo, em Cosmos, onde foram construídos os condomínios Livorno, Trento e Varese, alguns moradores aceitaram falar num ponto de ônibus, a 200 metros da entrada dos empreendimentos.

Um dos moradores afirmou que pretende devolver o imóvel à Secretaria de Habitação:

“- Os milicianos são tão violentos quanto os traficantes e ainda contam com proteção de policiais. É comum ver patrulhas da PM circulando pelas ruas dos condomínios, levando milicianos do bando de Batman. Por isso ninguém procura a polícia para denunciar. Vai confiar em quem?”

Bittar admite que muitos moradores de áreas de risco e mesmo desabrigados têm se recusado a receber imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida na Zona Oeste. Há casos também de beneficiados que pediram para devolver apartamentos na região e receber em outras localidades:

“- Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco o continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades habitacionais, mas 80% delas ficam em bairros da Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias. O tráfico é um problema sério, sem dúvida, mas os milicianos contam diretamente com a participação de policiais, tornando muito difícil o combate.”

PF vai ajudar na retomada de imóveis invadidos

Segundo Bittar, as denúncias de ameaças e domínio territorial por parte de grupos paramilitares nos 11 condomínios foram repassadas à Secretaria estadual de Segurança Pública.

  Realizamos algumas reuniões com representantes da Caixa, que financia a construção dos imóveis, e da PM para tentar reverter o problema. Em fevereiro, cheguei a participar de uma ação no condomínio Ferrara, em Campo Grande, com objetivo de retomar os 143 apartamentos invadidos e vendidos pelos milicianos, mas, lamentavelmente, não conseguimos retomar os imóveis - disse Bittar.

Na última semana, Bittar esteve reunido com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, para tratar do assunto. Desta vez, o grupo recorreu à Polícia Federal para realizar uma nova ação, ainda sem data definida, para retomar os apartamentos invadidos no condomínio Ferrara.

Mesmo preso numa cela de sete metros quadrados de uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS), a 1.445 quilômetros do Rio, Batman continua comandando os integrantes de sua milícia, que aterroriza moradores da Zona Oeste. Assim como os traficantes, milicianos presos se correspondem com suas quadrilhas por meio de cartas e bilhetes entregues a emissários durante as visitas aos presídidos. As ordens de Batman são lidas em voz alta durante as reuniões da quadrilha.

O ex-PM é temido na Zona Oeste por causa de sua violência. Considerado um dos principais matadores da milícia, ele fugiu pela porta da frente do presídio de segurança máxima Bangu 8, em outubro de 2008. Imagens do circuito interno de segurança do presídio captaram o momento da saída dele, que teria custado R$1 milhão. Sete meses depois, Batman foi preso na casa de uma namorada, em Paciência.

A polícia já prendeu cerca de 700 milicianos desde 2007. No último dia 13, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) levou para a cadeia o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, acusado de chefiar uma milícia em Jacarepaguá.
"Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco a continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades, mas 80% delas ficam na Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias, que contam diretamente com a participação de policiais.”.

No Rio, milícia já controla o Minha Casa
Minha Casa já está sob o domínio de milícia
Autor(es): agência o globo: Sérgio Ramalho
O Globo - 07/05/2011

Fonte: Clipping ASCOM-GM – Min. Planejamento – Gov. Federal

domingo, 8 de maio de 2011

Milícia comanda de dentro de prisão federal






Milícia atua em conjuntos do Minha Casa, Minha Vida, mesmo de dentro de presídio federal.





Rio, 07 maio 2011 - Pelo menos onze conjuntos habitacionais do programa "Minha Casa, Minha Vida" na Zona Oeste estão sendo alvo de ações de grupos paramilitares. De acordo com informação publicada neste sábado pelo jornal "O Globo", a milícia ligada ao ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, estaria explorando serviços de gás, TV a cabo e "segurança particular", fazendo ameaças a moradores em condomínios em Campo Grande, Cosmos e Realengo.

Batman está detido em um presídio federal de segurança máxima no Mato Grosso do Sul. Segundo a reportagem, os criminosos invadem as áreas internas dos conjuntos e fazem cobranças de "taxa". Os integrantes da quadrilha chegaram a cortar o fornecimento de água de um dos condomínios ocupados. Os moradores evitam falar sobre o assunto. Os poucos que falam se queixam da associação de alguns policiais militares com os milicianos. Alguns já falam em devolver os apartamentos obtidos pelo programa habitacional.

"Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco o continuidade do programa", afirmou o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, ouvido pelo jornal. "O tráfico é um problema sério, sem dúvida, mas os milicianos contam diretamente com a participação de policiais, tornando muito difícil o combate". Ele esteve reunido na semana passada com a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, para conversarem sobre o assunto. A intenção é envolver a Polícia Federal em uma ação para a retomada dos condomínios ocupados para o Estado.

Fonte: Redação SRZD

sábado, 7 de maio de 2011

Milícia pode matar testemunha morador de rua a qualquer momento

Ameaçada de morte, testemunha que acusou PM de matar morador de rua está sem proteção


RIO – Morador de rua há três anos, o adolescente W. estava sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, quando foi abordado por um homem “de nome Castelo” que lhe ofereceu R$ 200 para atrair Janderson Martins dos Santos, o Funga, ao terreno da Comlurb. Eram 13h15m de 24 de abril do ano passado, e o rapaz, que sobrevivia de esmolas e da venda de biscoitos, não aceitou a oferta por saber que levaria o companheiro de rua à morte. A recusa de W. não evitou a execução de Funga, mas seu testemunho à Divisão de Homicídios (DH) levou à prisão o policial Jussieu Castelo Júnior, integrante da milícia chefiada pelo sargento PM Marcos Vieira de Souza, o Falcon.

Foi o depoimento de W. que os policiais da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) encontraram ao prender o sargento Falcon e três outros homens acusados de porte ilegal de armas e envolvimento num grupo paramilitar, no último dia 14. O documento, vazado por um inspetor da DH, estava no interior da Pajero blindada do PM. No relato de duas páginas, W. detalha os momentos que antecederam o assassinato de Funga e acusa Castelo de receber dinheiro de comerciantes em nome de Falcon. Apesar dos indícios de que o bando pretendia encontrar e eliminar a testemunha a partir das informações, W. não recebeu nenhuma proteção oficial.

A inclusão do nome de W. no Programa de Proteção à Testemunha deveria ter sido solicitada ao Ministério Público estadual. O que não foi feito até a última sexta-feira, segundo o promotor Homero das Neves, que tem atribuição de acompanhar inquéritos em andamento na Divisão de Homicídios (DH) e na Corregedoria da Polícia Civil, onde foi instaurada investigação para apurar responsabilidades no vazamento do depoimento prestado pelo adolescente. Um inspetor já foi identificado como responsável pela irregularidade, mas, segundo a assessoria da Polícia Civil, o pedido de inclusão do jovem no programa de proteção deveria ter sido feito pela Draco, que informou que o caso está sendo apurado pela Corregedoria da PM, que não se pronunciou.

Em meio ao jogo de empurra, W. permanece sem receber proteção. No depoimento à DH, o adolescente contou que, após recusar os R$ 200, Castelo fez a mesma oferta a outro morador de rua. Dependente de crack, Osvaldo Felipe Lima Ribeiro também vivia nos arredores do viaduto de Madureira e aceitou ajudar na emboscada. Funga foi chamado por Osvaldo para fumar crack no terreno da Comlurb e lá, segundo o adolescente, foi morto a tiros por Castelo.

Em março passado, quase um ano após o assassinato, os dois acusados tiveram as prisões decretadas. Dias depois, o inspetor da DH teria impresso a cópia do depoimento de W. que foi apreendida no carro de Falcon. Única testemunha do crime, o adolescente foi peça fundamental na investigação e sua morte fatalmente resultaria no relaxamento da prisão do PM Castelo, livrando ainda Falcon de possíveis desdobramentos da investigação para apurar a cobrança de “taxa de segurança” dos comerciantes. No depoimento, W. diz que o sargento Falcon controla a segurança do comércio nos bairros de Cascadura a Marechal Hermes.


Fonte: O Globo

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Milicias RJ: Batman, da prisão federal, manda colocar sua "logomarca" criminosa em projeto habitacional do Governo


Audácia de bandido


O miliciano Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batmam, que está preso em prisão federal, apontado como chefe da milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio condenado, a mais 12 anos de prisão em regime fechado por formação de quadrilha Batman, manda colocar sua “logomarca” criminosa (baseada no super-heroi das histórias em quadrinho) símbolo de seu poder, em muros do projeto de habitação governamental “Minha casa, minha vida”, no Rio.


Clique abaixo e ouça:


Grilagem e milícia no Itanhangá, bairro nobre do RJ




Golpista cobrou R$ 15 mil para não derrubar casas que serão demolidas na Muzema






Moradores fazem barricada na entrada da loteamento na Fazenda Muzema, em Jacarepaguá


RIO, 6 de abril de 2011 - Na tentativa de evitar que suas construções irregulares fossem postas abaixo, moradores da Favela da Muzema, no Itanhangá, acabaram vítimas de um golpe. Segundo denúncia encaminhada ao gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), uma pessoa que dizia falar em nome de uma autoridade da prefeitura cobrou R$ 15 mil — divididos em duas parcelas de R$ 7.500 — para que as edificações, já embargadas pela Secretaria municipal de Urbanismo, não fossem derrubadas. Com medo, e sem saber quando será feita a operação de demolição, moradores montaram uma barricada, na madrugada de quinta-feira, no acesso a um dos dois loteamentos.

— O que soubemos é que seria amanhã (hoje) — disse um dos moradores, sem se identificar, acrescentando que cada uma dos ocupantes dos imóveis a serem derrubados recebeu três notificações diferentes da prefeitura.
Secretária tem 34 processos de embargo no Itanhangá

Embora sem informar a data, o secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, confirmou que a Secretaria Especial da Ordem Pública (SEOP) já foi acionada para fazer as demolições:

— Aquilo que não pode ser legalizado, tem de ser derrubado — disse o secretário.

Sérgio Dias acrescentou que o embargo se limitou às edificações que estavam em obras, não atingindo os imóveis mais antigos. O subprefeito de Barra e Jacarepaguá, Tiago Mohamed, também confirmou que a ação será pontual, em cima de construções em andamento.

De acordo com a Secretaria de Urbanismo, há 34 processos de embargo — cada um deles pode envolver mais de um imóvel — em dois loteamentos irregulares no Itanhangá. Os endereços não oficiais dos loteamentos irregulares são Estrada do Itanhangá 2.890 e 2930. O primeiro embargo aconteceu em fevereiro. Em abril, uma nova vistoria foi realizada e constatou que as irregularidades permaneciam.

    Só faltava essa: grileiro querendo usar o meu nome. Já pedi que a Subprefeitura (da Barra e Jacarepaguá) e a Coordenadoria Militar apurassem

A barricada para tentar impedir a entrada de caminhões e carros da prefeitura — formada por dois portões de ferro derrubados, pedaços de madeira e restos de construção — foi montada na frente do acesso ao loteamento no número 2.890 da estrada. Com a barreira, apenas motos e pedestres conseguem entrar. Para chamar a atenção de quem passa, manifestantes colocaram faixas e uma bandeira do Brasil junto à barricada.

O loteamento irregular da Estrada do Itanhangá 2.890 tem cerca de cem imóveis entre casas e prédios, vários deles alugados. Ele fica numa ladeira sem saída. O loteamento é antigo, mas, segundo um morador, mais recentemente começaram a vender novos lotes.

O golpista usou o nome de Pedro Paulo para praticar a extorsão. O secretário-chefe da Casa Civil do município, Pedro Paulo de Carvalho soube que estavam citando o seu nome quando foi procurado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira.

— Só faltava essa: grileiro querendo usar o meu nome. Já pedi que a Subprefeitura (da Barra e Jacarepaguá) e a Coordenadoria Militar apurassem — reagiu ontem o secretário.
Comunidade é controlada por milícia

Localizada entre a Tijuquinha e Rio das Pedras, a Muzema é controlada por milicianos, assim como as favelas vizinhas dela no Itanhangá. A comunidade está crescendo entre a Pedra do Itanhangá e a Lagoa da Tijuca. No local, há prédios de até sete andares.

Em 2009, a prefeitura chegou a demolir na Muzema um prédio de cinco andares em construção, que estava sendo erguido ilegalmente numa área de proteção ambiental (APA). Esta foi a última grande operação contra construções irregulares feita na favela.

Assim como no caso do Minhocão da Rocinha — demolido também em 2009, após denúncia do GLOBO — a obra da Muzema desmatou a encosta e serviria para especulação imobiliária: o edifício derrubado teria 15 quitinetes e já estava em fase de acabamento.

O prédio na Muzema teve que ser demolido a marretadas porque o local era de difícil acesso e o uso de máquinas poderia pôr em risco as construções vizinhas. A demolição durou três semanas.


Por Selma Schmidt
Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Fonte: Extra

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Operação do Bope evita invasão de milícia em favela do Rio






PMs ocuparam o morro do Dezoito para impedir que grupos paramilitares atacassem a comunidade



Policiais patrulham o morro do Dezoito, que sofreu ameaça de invasão pela milícia


Policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) fizeram uma operação no morro do Dezoito, em Água Santa, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (4). O objetivo da ação era evitar que milicianos da comunidade do Saçu, em Quintino, invadissem a favela.

Cerca de 60 PMs participaram da ação. Houve troca de tiros mas ninguém ficou ferido ou preso. Os policiais deixaram a favela sem realizar apreensões.

O morro do Dezoito é controlado por traficantes. Com a operação do Bope, os milicianos desistiram da ação.


Foto: Wânia Corredo/Agência O Globo

Afastados vereadores suspeitos de elo com milícia no RJ



Afastados vereadores suspeitos de elo com milícia no RJ



Os vereadores Jonas Gonçalves da Silva e Sebastião Ferreira da Silva, da Câmara Municipal de Duque de Caxias (RJ), foram afastados dos cargos por determinação do Juízo da 3ª Vara Cível da cidade, por suspeita de envolvimento com milícias. O pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). A liminar, deferida na quinta-feira, dia 28/5, determina também a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos réus, assim como a indisponibilidade dos seus bens.

Os vereadores foram presos durante a Operação Capa Preta, deflagrada pela Procuradoria-Geral de Justiça, em dezembro de 2010. Outros 32 homens foram presos na ocasião. Todos são acusados de envolvimento com uma milícia que teria praticado cerca de 50 homicídios desde 2007. Segundo o MP-RJ, no grupo estão 13 policiais militares, um policial civil, um militar do Exército e outro da Marinha, que também foram afastados de suas funções públicas.

De acordo com a Ação Civil Pública ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Caxias, o grupo atuava em atividades ilegais como a cobrança de taxas de "segurança" e o fornecimento clandestino de gás, internet e TV a cabo. Os presos também exploravam o transporte clandestino de passageiros e o controle do uso de máquinas de jogos de azar.

Agencia Estado