sábado, 7 de maio de 2011

Milícia pode matar testemunha morador de rua a qualquer momento

Ameaçada de morte, testemunha que acusou PM de matar morador de rua está sem proteção


RIO – Morador de rua há três anos, o adolescente W. estava sob o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, quando foi abordado por um homem “de nome Castelo” que lhe ofereceu R$ 200 para atrair Janderson Martins dos Santos, o Funga, ao terreno da Comlurb. Eram 13h15m de 24 de abril do ano passado, e o rapaz, que sobrevivia de esmolas e da venda de biscoitos, não aceitou a oferta por saber que levaria o companheiro de rua à morte. A recusa de W. não evitou a execução de Funga, mas seu testemunho à Divisão de Homicídios (DH) levou à prisão o policial Jussieu Castelo Júnior, integrante da milícia chefiada pelo sargento PM Marcos Vieira de Souza, o Falcon.

Foi o depoimento de W. que os policiais da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) encontraram ao prender o sargento Falcon e três outros homens acusados de porte ilegal de armas e envolvimento num grupo paramilitar, no último dia 14. O documento, vazado por um inspetor da DH, estava no interior da Pajero blindada do PM. No relato de duas páginas, W. detalha os momentos que antecederam o assassinato de Funga e acusa Castelo de receber dinheiro de comerciantes em nome de Falcon. Apesar dos indícios de que o bando pretendia encontrar e eliminar a testemunha a partir das informações, W. não recebeu nenhuma proteção oficial.

A inclusão do nome de W. no Programa de Proteção à Testemunha deveria ter sido solicitada ao Ministério Público estadual. O que não foi feito até a última sexta-feira, segundo o promotor Homero das Neves, que tem atribuição de acompanhar inquéritos em andamento na Divisão de Homicídios (DH) e na Corregedoria da Polícia Civil, onde foi instaurada investigação para apurar responsabilidades no vazamento do depoimento prestado pelo adolescente. Um inspetor já foi identificado como responsável pela irregularidade, mas, segundo a assessoria da Polícia Civil, o pedido de inclusão do jovem no programa de proteção deveria ter sido feito pela Draco, que informou que o caso está sendo apurado pela Corregedoria da PM, que não se pronunciou.

Em meio ao jogo de empurra, W. permanece sem receber proteção. No depoimento à DH, o adolescente contou que, após recusar os R$ 200, Castelo fez a mesma oferta a outro morador de rua. Dependente de crack, Osvaldo Felipe Lima Ribeiro também vivia nos arredores do viaduto de Madureira e aceitou ajudar na emboscada. Funga foi chamado por Osvaldo para fumar crack no terreno da Comlurb e lá, segundo o adolescente, foi morto a tiros por Castelo.

Em março passado, quase um ano após o assassinato, os dois acusados tiveram as prisões decretadas. Dias depois, o inspetor da DH teria impresso a cópia do depoimento de W. que foi apreendida no carro de Falcon. Única testemunha do crime, o adolescente foi peça fundamental na investigação e sua morte fatalmente resultaria no relaxamento da prisão do PM Castelo, livrando ainda Falcon de possíveis desdobramentos da investigação para apurar a cobrança de “taxa de segurança” dos comerciantes. No depoimento, W. diz que o sargento Falcon controla a segurança do comércio nos bairros de Cascadura a Marechal Hermes.


Fonte: O Globo

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Milicias RJ: Batman, da prisão federal, manda colocar sua "logomarca" criminosa em projeto habitacional do Governo


Audácia de bandido


O miliciano Ricardo Teixeira da Cruz, conhecido como Batmam, que está preso em prisão federal, apontado como chefe da milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio condenado, a mais 12 anos de prisão em regime fechado por formação de quadrilha Batman, manda colocar sua “logomarca” criminosa (baseada no super-heroi das histórias em quadrinho) símbolo de seu poder, em muros do projeto de habitação governamental “Minha casa, minha vida”, no Rio.


Clique abaixo e ouça:


Grilagem e milícia no Itanhangá, bairro nobre do RJ




Golpista cobrou R$ 15 mil para não derrubar casas que serão demolidas na Muzema






Moradores fazem barricada na entrada da loteamento na Fazenda Muzema, em Jacarepaguá


RIO, 6 de abril de 2011 - Na tentativa de evitar que suas construções irregulares fossem postas abaixo, moradores da Favela da Muzema, no Itanhangá, acabaram vítimas de um golpe. Segundo denúncia encaminhada ao gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), uma pessoa que dizia falar em nome de uma autoridade da prefeitura cobrou R$ 15 mil — divididos em duas parcelas de R$ 7.500 — para que as edificações, já embargadas pela Secretaria municipal de Urbanismo, não fossem derrubadas. Com medo, e sem saber quando será feita a operação de demolição, moradores montaram uma barricada, na madrugada de quinta-feira, no acesso a um dos dois loteamentos.

— O que soubemos é que seria amanhã (hoje) — disse um dos moradores, sem se identificar, acrescentando que cada uma dos ocupantes dos imóveis a serem derrubados recebeu três notificações diferentes da prefeitura.
Secretária tem 34 processos de embargo no Itanhangá

Embora sem informar a data, o secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, confirmou que a Secretaria Especial da Ordem Pública (SEOP) já foi acionada para fazer as demolições:

— Aquilo que não pode ser legalizado, tem de ser derrubado — disse o secretário.

Sérgio Dias acrescentou que o embargo se limitou às edificações que estavam em obras, não atingindo os imóveis mais antigos. O subprefeito de Barra e Jacarepaguá, Tiago Mohamed, também confirmou que a ação será pontual, em cima de construções em andamento.

De acordo com a Secretaria de Urbanismo, há 34 processos de embargo — cada um deles pode envolver mais de um imóvel — em dois loteamentos irregulares no Itanhangá. Os endereços não oficiais dos loteamentos irregulares são Estrada do Itanhangá 2.890 e 2930. O primeiro embargo aconteceu em fevereiro. Em abril, uma nova vistoria foi realizada e constatou que as irregularidades permaneciam.

    Só faltava essa: grileiro querendo usar o meu nome. Já pedi que a Subprefeitura (da Barra e Jacarepaguá) e a Coordenadoria Militar apurassem

A barricada para tentar impedir a entrada de caminhões e carros da prefeitura — formada por dois portões de ferro derrubados, pedaços de madeira e restos de construção — foi montada na frente do acesso ao loteamento no número 2.890 da estrada. Com a barreira, apenas motos e pedestres conseguem entrar. Para chamar a atenção de quem passa, manifestantes colocaram faixas e uma bandeira do Brasil junto à barricada.

O loteamento irregular da Estrada do Itanhangá 2.890 tem cerca de cem imóveis entre casas e prédios, vários deles alugados. Ele fica numa ladeira sem saída. O loteamento é antigo, mas, segundo um morador, mais recentemente começaram a vender novos lotes.

O golpista usou o nome de Pedro Paulo para praticar a extorsão. O secretário-chefe da Casa Civil do município, Pedro Paulo de Carvalho soube que estavam citando o seu nome quando foi procurado pela vereadora Andrea Gouvêa Vieira.

— Só faltava essa: grileiro querendo usar o meu nome. Já pedi que a Subprefeitura (da Barra e Jacarepaguá) e a Coordenadoria Militar apurassem — reagiu ontem o secretário.
Comunidade é controlada por milícia

Localizada entre a Tijuquinha e Rio das Pedras, a Muzema é controlada por milicianos, assim como as favelas vizinhas dela no Itanhangá. A comunidade está crescendo entre a Pedra do Itanhangá e a Lagoa da Tijuca. No local, há prédios de até sete andares.

Em 2009, a prefeitura chegou a demolir na Muzema um prédio de cinco andares em construção, que estava sendo erguido ilegalmente numa área de proteção ambiental (APA). Esta foi a última grande operação contra construções irregulares feita na favela.

Assim como no caso do Minhocão da Rocinha — demolido também em 2009, após denúncia do GLOBO — a obra da Muzema desmatou a encosta e serviria para especulação imobiliária: o edifício derrubado teria 15 quitinetes e já estava em fase de acabamento.

O prédio na Muzema teve que ser demolido a marretadas porque o local era de difícil acesso e o uso de máquinas poderia pôr em risco as construções vizinhas. A demolição durou três semanas.


Por Selma Schmidt
Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Fonte: Extra

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Operação do Bope evita invasão de milícia em favela do Rio






PMs ocuparam o morro do Dezoito para impedir que grupos paramilitares atacassem a comunidade



Policiais patrulham o morro do Dezoito, que sofreu ameaça de invasão pela milícia


Policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) fizeram uma operação no morro do Dezoito, em Água Santa, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (4). O objetivo da ação era evitar que milicianos da comunidade do Saçu, em Quintino, invadissem a favela.

Cerca de 60 PMs participaram da ação. Houve troca de tiros mas ninguém ficou ferido ou preso. Os policiais deixaram a favela sem realizar apreensões.

O morro do Dezoito é controlado por traficantes. Com a operação do Bope, os milicianos desistiram da ação.


Foto: Wânia Corredo/Agência O Globo

Afastados vereadores suspeitos de elo com milícia no RJ



Afastados vereadores suspeitos de elo com milícia no RJ



Os vereadores Jonas Gonçalves da Silva e Sebastião Ferreira da Silva, da Câmara Municipal de Duque de Caxias (RJ), foram afastados dos cargos por determinação do Juízo da 3ª Vara Cível da cidade, por suspeita de envolvimento com milícias. O pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). A liminar, deferida na quinta-feira, dia 28/5, determina também a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos réus, assim como a indisponibilidade dos seus bens.

Os vereadores foram presos durante a Operação Capa Preta, deflagrada pela Procuradoria-Geral de Justiça, em dezembro de 2010. Outros 32 homens foram presos na ocasião. Todos são acusados de envolvimento com uma milícia que teria praticado cerca de 50 homicídios desde 2007. Segundo o MP-RJ, no grupo estão 13 policiais militares, um policial civil, um militar do Exército e outro da Marinha, que também foram afastados de suas funções públicas.

De acordo com a Ação Civil Pública ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Caxias, o grupo atuava em atividades ilegais como a cobrança de taxas de "segurança" e o fornecimento clandestino de gás, internet e TV a cabo. Os presos também exploravam o transporte clandestino de passageiros e o controle do uso de máquinas de jogos de azar.

Agencia Estado

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Milícia RJ: Agente usa astúcia para não ser morto na Praia de Copacabana







Policial foi um dos responsáveis pela prisão do sargento PM Marcos Silveira Souza, o Falcon





Rio, 04 de maio de 2011 - De frente para aquele que seria o seu algoz e com uma arma apontada para a cabeça, o inspetor da Corregedoria da Polícia Civil Fernando Antônio de Oliveira Pessanha mostrou astúcia para escapar da morte. Um dos responsáveis pela prisão, no dia 14, do sargento PM Marcos Vieira Souza, o Falcon, acusado de envolvimento com a milícia, o agente foi surpreendido em plena Praia de Copacabana, dia 26, um sábado de sol, por um homem que se identificou como sargento Abreu, do 6º BPM (Tijuca).

O suposto militar, na verdade, é Francisco Henrique Lopes de Abreu Souza, soldado expulso da PM em 2009. Reconhecido em foto por Pessanha, ele ainda não prestou depoimento na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), onde o caso foi registrado.

O inspetor contou que, no dia da ameaça, Abreu foi logo avisando que já havia trabalhado com Falcon e que Pessanha “tinha mexido com gente grande, de muita grana”.

Segundo o agente, o ex-PM pegou uma arma, com a mão direita dentro de uma bolsa, apontou para sua cabeça e deixou clara sua missão: “Você sabe o que vim fazer aqui?”. A resposta do policial foi imediata: “Veio me matar!”.

Abreu respondeu fazendo um sinal de positivo com a cabeça e continuou as ameaças: “Quer morrer? Você sabe que vai morrer!”. Diante da afirmação, Pessanha não perdeu tempo no discurso. “P. cara, PM é burro pra c.. Você acha que estou de bobeira? Você esqueceu da tecnologia. Tem câmeras filmando em cima dos prédios. Mesmo que você me mate, não vai chegar ao calçadão”, afirmou o inspetor.

Resignado por não poder cumprir sua missão, Abreu ficou mais afável e até elogiou o policial: “Você é bom pra c.. Gostei de você”. Em seguida, beijou várias vezes a mão de Pessanha antes de ir embora.

Ex-PM e Falcon vão responder por coação

O delegado Jayme Berbat, da Draco-IE, vai requisitar imagens captadas por câmeras próximas ao local que o inspetor Fernando Antônio de Oliveira Pessanha foi ameaçado pelo ex-PM Abreu, na Praia de Copacabana.
“Investigamos coação no curso do processo. Abreu e Falcon responderão pelo crime”, afirmou o delegado.

Como O DIA  noticiou ontem, a polícia recebeu informações de que integrantes da milícia chefiada pelo vereador Luís André Ferreira da Silva, o Deco, estariam planejando a morte de Jayme, do comentarista de Segurança Pública da TV Record, Paulo César Amêndola, e do corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes.

Por Adriana Cruz de O Dia.

Fonte O Dia

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ricardo Batman comanda as milícias do RJ de dentro de prisão federal



MP investiga o comando do tráfico do RJ por presos na Capital


Mesmo trancado na penitenciária Federal de Campo Grande, o ex-policial militar, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, tem ditado ordens.


"Batman" foi preso em 2009 e hoje cumpre pena em MS


Mesmo trancado na penitenciária Federal de Campo Grande, o ex-policial militar, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, tem ditado ordens aos grupos de bandidos em atuação na Zona Oeste do Rio de Janeiro, estratégia aos moldes do traficante Fernandinho Beira-Mar, que esteve por pouco mais de dois anos na Capital de Mato Grosso do Sul e continuou comandando o tráfico por cartas e bilhetes.

Segundo a reportagem do jornal O Globo, as articulações de Batman com aquele que seria seu principal aliado em liberdade, o policial militar desertor Toni Ângelo de Souza Aguiar, vem sendo monitoradas pela Draco (Delegacia de Repressão a Ações Criminosas) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPE (Ministério Público Estadual).

Investigações revelam que há pelo menos três meses, Ângelo tem recebido determinações por meio de cartas para comandar ações junto a maior milícia em atuação hoje no Rio.

À reportagem do jornal O Globo o chefe de investigações da Draco, Jorge Gerhard, informou que as ordens são transmitidas aos principais integrantes da milícia durante reuniões onde a correspondência é lida em voz alta, o que teria ocorrido em março, poucos dias depois do carnaval quando os milicianos foram informados sobre o destino que deveria ser dado ao dinheiro arrecadado com a cobrança de ‘taxas de segurança’.

Haveria um racha entre antigos aliados, envolvendo o grupo de Batmam e do ex-deputado estadual Natalino José Guimarães e o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, que também estão presos em Campo Grande. Esses últimos também teriam se valido da troca de cartas para evitar a ruptura na estrutura da milícia e a consequente perda de poder.

As correspondências serviriam, por exemplo, para comunicar que o dinheiro arrecadado com a cobrança de "taxas de segurança" não deveria mais ser repassado integralmente a emissários dos irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães.

O modelo de Fernandinho Beira-Mar para resolver os assuntos do tráfico do lado de fora da cadeia também teria sido utilizado pelo ex-sargento Luiz Monteiro da Silva, o Doem, para orientar aliados no planejamento de um atentado contra um integrante do MPE.

Batman está em Campo Grande desde maio de 2009. Ele foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão. Ele é acusado de uma série de homicídios, formação de quadrilha, participação em milícias e de atentado contra outro PM.

Ele seria um dos líderes do grupo conhecido como Liga da Justiça. Ex-policial militar, Ricardo Batman foi expulso da PM em 1992, quando fazia parte do Batalhão de Choque. A milícia, da qual é acusado de chefiar, exploraria serviços clandestinos de segurança, transporte alternativo, distribuição de gás e venda de sinal de TV a cabo em Campo Grande, no Rio de Janeiro.


Fonte: campograndenews

Miliciano Jorge Luiz Moreira de Souza, um dos procurados desde a Operação capa Preta em Duque de Caxias-RJ


 






O bandido era um dos procurados na "Operação Capa Preta"

Preso acusado de ser matador de milícia que atua em Duque de Caxias


Rio, 26 abril 2011 -.Um dos bandidos procurados pela Operação Capa Preta, realizada em dezembro de 2010 pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO - IE), foi preso na segunda-feira por policiais da 59ª DP (Duque de Caxias). Jorge Luiz Moreira de Souza, de 33 anos, é apontado como o matador de uma milícia que atua na Vila Rosário, no Jardim Gramacho e no Parque Suécia, em Caxias.




Segundo os agentes, ele é ligado ao miliciano identificado como "Marcelo MM" e, após a prisão de alguns líderes na "Operação Capa Preta", ficou responsável pelas áreas de atuação. O bandido foi preso na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Pantanal, em Caxias.

Na segunda-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com ação pedindo a perda de função pública e indenização de dano moral coletivo dos vereadores de Duque de Caxias Jonas Gonçalves da Silva, o “Jonas é Nós”, e Sebastião Ferreira da Silva, conhecido como “Chiquinho Grandão”, presos durante a Operação Capa Preta. Eles são acusados de envolvimento com uma milícia investigada por cerca de 50 homicídios cometidos desde 2007. A Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa foi ajuizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Duque de Caxias e distribuída para a 3ª Vara Cível da Comarca de Duque de Caxias.

Fonte: Extra e Polícia Civil

domingo, 24 de abril de 2011

Mesmo presos, chefes de milícias comandam quadrilhas na Zona Oeste do Rio, no estilo do tráfico




Foto Apresentação do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, em 2009 - Foto de Domingos Peixoto - Extra








Mesmo presos, chefes de milícias comandam quadrilhas na Zona Oeste do Rio, no estilo do tráfico

RIO, 24 de abril de 2011 - É de uma cela individual de sete metros quadrados, na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), a 1.445 quilômetros do estado, que o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, dita ordens aos integrantes do maior grupo paramilitar em atuação na Zona Oeste do Rio. Da mesma forma que os traficantes, milicianos presos se correspondem com suas quadrilhas por meio de cartas e bilhetes entregues a emissários durante as visitas.

De acordo com reportagem de Sérgio Ramalho publicada na edição deste domingo do jornal O Globo (leia a íntegra na edição digital, só para assinantes) , as articulações de Batman com seu principal aliado em liberdade, o PM desertor Toni Ângelo de Souza Aguiar, vêm sendo monitoradas pela Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual.

As investigações mostram que, há pelo menos três meses, Toni Ângelo recebe determinações por meio de cartas e bilhetes ditados da prisão de segurança máxima por Batman. Chefe de investigações da Draco, Jorge Gerhard ressalta que as ordens costumam ser transmitidas aos principais integrantes da milícia durante reuniões, nas quais a correspondência é lida em voz alta. Foi o que aconteceu em março, pouco depois do carnaval, quando os milicianos foram informados que o dinheiro arrecadado com a cobrança de "taxas de segurança" não deveria mais ser repassado integralmente a emissários dos irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães.
Atentado planejado por meio de bilhetes

Também presos em Campo Grande (MS), o ex-deputado estadual Natalino e o ex-vereador Jerominho recorreram à troca de mensagens para tentar evitar o racha na estrutura da milícia e, por consequência, a perda de poder para Batman, como indicam as análises da Draco e do Gaeco. O método também teria sido adotado pelo ex-sargento Luiz Monteiro da Silva, o Doem, para orientar aliados em liberdade a planejarem um atentado contra um integrante do Ministério Público estadual. Chefe de uma milícia em Jacarepaguá, o ex-PM - condenado em fevereiro a 11 anos de prisão - também teria trocado mensagens com um antigo rival, o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, que foi preso na Operação Blecaute, no último dia 13.

Para o deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, o uso de cartas e bilhetes pelos chefes de grupos paramilitares presos não surpreende:

- É a típica relação de máfia. Não é porque os chefes foram presos que vão perder poder dentro de suas quadrilhas. É claro que pode haver rachas, como aconteceu com o grupo dos irmãos Natalino e Jerominho, mas os líderes vão continuar dando ordens por meio de cartas e recados repassados a emissários durante as visitas.

O deputado ressalta que os milicianos são muito mais organizados que os traficantes. Freixo argumenta que os grupos paramilitares contam com a participação de agentes da lei e, apesar das prisões dos principais chefes, não perderam o controle territorial nem, sobretudo, as fontes de recursos. Freixo acrescenta que nenhuma das medidas propostas pelo relatório da comissão foi adotada. O deputado ressalta que o controle do transporte alternativo e o aumento da fiscalização na distribuição de gás são pontos primordiais a serem adotados. Estes segmentos garantem parte significativa dos recursos obtidos pelas milícias através da cobrança de "taxas de segurança" e ágio.



Fonte: O Globo
Foto Apresentação do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, em 2009 - Foto de Domingos Peixoto - Extra

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pastoral das Favelas denuncia: Milícia do RJ ocupou 262 unidades do Projeto do governo federal. “Minha casa, Minha Vida”




MILÍCIA OCUPA “MINHA CASA”



Rio - Todos os empreendimentos imobiliários do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, construídos para atender a população carente na zona oeste do Rio estão sob assédio de grupos de milicianos que atuam no local. A constatação é do secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, responsável pelos processos de reassentamento. Ele acusa a PM de ser conivente com os paramilitares.


Com 262 unidades, o Condomínio Ferrara, em Campo Grande, já foi dominado pela milícia. Apartamentos foram invadidos por pessoas ligadas aos paramilitares e os moradores estão sendo obrigados a pagar taxas de segurança mensais de R$ 40. A Pastoral das Favelas encaminhou denúncia a Bittar de que duas pessoas que se recusaram a pagar a mensalidade desapareceram.


No fim de fevereiro, a Secretaria de Habitação e representantes da Caixa Econômica Federal, proprietária do empreendimento, fizeram uma fiscalização no local - com apoio da PM e de agentes da Polícia Federal. De acordo com Bittar, das 262 unidades, 143 haviam sido invadidas. “Esperávamos que, ato contínuo, a Secretaria de Segurança e a PM fossem resolver aquela situação”, afirmou Bittar. “Mas nós notamos que há uma visão no mínimo corporativa da PM, que acaba sendo conivente com essas práticas criminosas.”


Além do condomínio Ferrara, o “Programa Minha Casa, Minha Vida” tem outros dez empreendimentos na região, totalizando 2.709 unidades. A maior parte destinada para famílias vítimas das enchentes que afetaram o Rio no ano passado e moradores de áreas de risco.


Em nota conjunta, a Secretaria de Segurança e a PM confirmaram que policiais deram apoio à operação de fiscalização no Condomínio Ferrara e que o corregedor da corporação, coronel Ronaldo Menezes, e o chefe do Estado-maior Operacional, coronel Álvaro Garcia, participaram de reuniões na Secretaria de Habitação. “A Corregedoria não constatou a presença de PMs praticando crimes ou formando quadrilhas”, diz a nota.


A pasta da Segurança informou que o batalhão local da PM (40.º BPM) aumentou o efetivo de policiais no entorno do Condomínio Ferrara e que a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) já tem investigações em andamento contra milicianos que atuam naquela região.


Esta semana, uma integrante da quadrilha do vereador Luis André Ferreirada Silva, o Deco (ex-PR), foi presa: Maria Ivonete Santana Madureira, presidente da associação de moradores das comunidades Bateau Mouche.


Fonte: Tribuna do Norte


Participe do MOVIMENTO CONTRA AS MILÍCIAS NO BRASIL

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Falcon, acusado de pertencer a milícia do RJ pode ser expulso da Polícia Militar



Martha Rocha determina que corregedoria investigue armas em poder de diretor da Portela


Rio, 19 de abril de 2011 - A chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, determinou à Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol) que investigue a procedência de duas armas que estavam em poder do sargento da PM Marcos Vieira de Souza, o Falcon, diretor de Carnaval da Portela. Preso na semana passada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e da Coinpol, o PM portava uma pistola 9 milímetros, da Divisão Antissequestro (DAS), e uma pistola ponto 40, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A sindicância 75/11 foi aberta na noite de segunda-feira.

Ontem, a Corregedoria da Polícia Militar decidiu que o sargento será submetido ao Conselho de Disciplina. “Avaliamos o procedimento feito pela Polícia Civil e entendemos que ele pode até ser demitido da corporação”, afirmou o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes.

Embora a Polícia Civil negue que Falcon ainda estivesse em seus quadros, no depoimento prestado na Draco-IE, o sargento informou que estava lotado na diretoria-geral da instituição, à disposição da Core. No momento em que foi detido, ele estava ainda com cerca de R$ 33 mil.

Falcon foi preso ao levar à Draco-IE Paulo Ferreira Júnior, o Paulinho do Gás, acusado de integrar milícia supostamente chefiada pelo vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, preso na Operação Blecaute. Três homens que seriam seguranças do sargento também foram para a cadeia. Eles vão responder por porte ilegal de arma e de munição de uso restrito e formação de quadrilha.

Ontem, o Disque-Denúncia (2253-1177) anunciou recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à captura de Hélio Albino Filho, o Lica ou PM Sousa, acusado de fazer parte da milícia de Deco, que controlaria 13 comunidades de Jacarepaguá, Quintino e Campinho. Lica é apontado como braço operacional da quadrilha. O anonimato das ligações é garantido


Por Adriana Cruz de O Dia.
Fonte: Jornal O Dia

Condenados no RJ mais quatro integrantes da milícia Liga da Justiça

Condenados mais quatro integrantes da Liga da Justiça


Rio, 19 de abril de 2011 - A Justiça do Rio condenou nesta terça-feira mais quatro integrantes da Liga da Justiça a sete anos e quatros meses de reclusão em regime inicialmente fechado. Os traficantes Renato Lima do Espírito Santo, João Carlos de Oliveira Rosa e Bruno Luiz Pereira faziam parte da milícia Liga da Justiça e eram comandados por Ricardo Teixeira Cruz, o “Batman”, já preso e cumprindo pena.

Ricardo Coelho da Silva, conhecido como “Cadinho” ou “Cara Torta”, foi condenado a nove anos de reclusão. Ele ocupava uma posição de destaque na hierarquia da quadrilha e, após a prisão dos milicianos Batman e Maciel, passou a comandar a quadrilha junto com Toni Angelo de Souza Aguiar, policial militar excluído da corporação, já condenado e foragido até hoje.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Ricardo Coelho funcionava como intermediador entre o primeiro escalão e os escalões inferiores da milícia, e ostentava a condição de articulador do efetivo cumprimento das ordens vindas chefia – por exemplo, organizando as cobranças das “taxas de proteção” e das “diárias”, providenciando segurança aos cobradores no desempenho de tal tarefa, centralizando o recebimento de informações provenientes de informantes espalhados pela área de atuação da milícia etc.

O grupo agia em várias localidades da Zona Oeste da cidade e mesmo em municípios contíguos, como Nova Iguaçu, e associaram-se de forma estável para cometer grande variedade de crimes, como homicídio qualificado, extorsão, corrupção ativa, concussão, posse e porte ilegais de armas de fogo de uso permitido e de uso restrito, entre tantos outros, assim viabilizando a consecução de projeto de poder que engloba a dominação territorial e econômica de toda aquela região por meio da violência e da imposição do terror.

Fonte: Agencia Rio.

Vereador "Deco" acusado de chefiar milícia no RJ pede licença de 120 dias


Vereador acusado de chefiar milícia no RJ pede licença de 120 dias


O vereador Luís André Deco, detido na semana passada, encaminhou pedido de licença de 120 dias à Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores. A  informação foi dada nesta terça-feira pelo presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB).

Segundo o presidente, o pedido foi acatado pelos parlamentares presentes no plenário da Câmara, mas a licença terá a validade de 30 dias, e o vereador Deco terá o mandato suspenso em seguida, ficando sem remuneração e com o gabinete administrativo desativado.

O vereador foi preso durante uma operação conjunta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Ministério Público estadual, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, com o objetivo de prender milicianos. Conhecido também como "o iluminado", Deco é acusado de chefiar um grupo conhecido por ameaçar, torturar, matar e desaparecer com os corpos das vítimas. Além disso, ele é acusado de planejar matar a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e o depurado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias na Alerj.

Fonte SRZD

Preso sob suspeita de integrar milícia RJ, Falcon é diretor de um Centro Social que conta com unidade da Faetec



No Centro Social, aulas de informática com os selos da Faetec.

Preso nesta quinta-feira, sob acusação de formação de quadrilha armada, o sargento PM e supervisor de carnaval da Portela, Marcos Vieira de Souza, o Falcon, é diretor de um Centro Social, no bairro de Campinho, na Zona Norte do Rio, onde funciona um Centro de Democratização Digital da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec).

Nesta terça-feira, o EXTRA esteve no local e viu uma foto do militar, anexada numa espécie de mural da unidade. A imagem contém um texto que faz referência a Falcon como responsável pelo carnaval da Portela.

Com um terreno do tamanho de um quarteirão, o Centro Social e Desportivo José Maurício Rodrigues Garcia, que pertence a uma associação de moradores,conta ainda com campo de futebol, vestiários e estacionamento para cerca de 150 carros. Cem alunos cursam aulas de inclusão digital nos turnos da manhã, tarde e noite.

A Faetec firmou parceria com o Centro Social no dia 14 de junho de 2010. Segundo uma nota, caso seja comprovada o envolvimento da instituição com questões ilegais, a Faetec se compromete em desativar a unidade, realocando-a em outro espaço para que os serviços possam continuar sem causar prejuízos à comunidade.

Duas das quatro armas apreendidas, durante a prisão de Falcon, foram acauteladas para o militar pela Polícia Civil. Uma delas, uma pistola nove milímetros, saiu da Divisão Antissequestro, onde ele trabalhou. O advogado Nélio Andrade alegou que a prisão de seu cliente causou estranheza, já que Draco sabia que Falcon apresentaria um miliciano na delegacia. Ele informou que estuda a possibilidade de ingressar com um pedido de liberdade provisória para o sargento.

Por Marcos Nunes. Foto: Cléber Júnior / Extra
Fonte: Extra

domingo, 17 de abril de 2011

Milícia da Bahia: Polícia conclui interrogatório dos acusados de integrar milícia


Polícia conclui interrogatório dos acusados de integrar milícia no interio da Bahia.


Bahia, 16 abril 2011 - A assessoria do MP informou que os interrogatórios foram importantes para a apuração da morte do comerciante Marcos José dos Santos Barbosa

O Ministério Público estadual (MP) e a Polícia Civil concluíram ontem o interrogatório das oito pessoas presas na quinta-feira, entre elas o delegado Madson Santos Barros, acusadas de fazerem parte de  uma milícia e de um grupo de extermínio que  vinha agindo em Gandu e outras cidades, como Pojuca e Simões Filhos.

A assessoria do MP informou que os interrogatórios foram importantes para a apuração da morte do comerciante  Marcos José dos Santos Barbosa, ocorrida em 1º de maio de 2009. Segundo o MP, Madson seria o mentor do crime. A polícia ainda não localizou as outras quatro pessoas envolvidas no esquema e que já têm mandado de prisão. Todos os acusados tiveram a prisão preventiva de 10 dias deferidas pela comarca de Gandu. Sob o comando de Madson, os demais presos se passavam por policiais civis para extorquir, coagir e até matar.

Os X-9 frequentavam a delegacia de Gandu, usavam armas, distintivos e até o carro oficial da Polícia Civil para cometer os crimes. Tudo sob as vistas grossas do plantonista, acusado também de receber dinheiro de bandidos para dificultar investigações na região, manipulando provas, alterando ocorrências, além de ameaçar testemunhas. Preso em agosto de 2009, por desacato, e em 2008 por agredir a companheira e disparar tiros em um clube, Madson negou todas as acusações.

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Bruno Wendel  -  Redação CORREIO
bruno.wendel@redebahia.com.br
Fonte: Correio 24 Horas
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