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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Polícia prende 6 suspeitos de integrar milícia na Baixada Fluminense

Entre os detidos, estão dois policiais militares; três suspeitos estão foragidos

Seis suspeitos de integrar milícia que vem cometendo homicídios na Baixada Fluminense foram presos nesta quarta-feira (9). A ação conjunta das Delegacias de Homicídios da Baixada Fluminense, da capital e de Niterói para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contou com apoio da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).
Orlando dos Santos Facioli Júnior, o "Júnior Chatuba", Daniele Silva Rocha da Costa, a "Babalu", Marcelo da Silva Barreto, o "Marcelinho", e Leonardo Sousa da Silva foram detidos e vão responder por constituição de milícia privada, praticado na região de Venda Velha, em São João de Meriti, na baixada.
O policial militar reformado Márcio José Deodato, conhecido como "Bebezão", também foi preso suspeito de cometer um assassinato em 2014 no bairro de Coelho da Rocha, também em São João de Meriti. Na ação, os agentes também prenderam o PM Alexsandro Dias da Silva. De acordo com a polícia, Alexsandro participou de um homicídio no ano passado no bairro Jardim Anhangá, em Duque de Caxias.
Luan Cunha Barbosa, de 22 anos, Suellen Souza Nicalson, de 25 anos, e Bruno André Martins Cândido estão foragidos. 

Fonte R7

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Morte de PM no Rio pode ter ligação com mulheres, milícia e jogo do bicho



 



Morte de PM no Rio pode ter ligação com mulheres, milícia e jogo do bicho

 Caso com mulher de preso ou agressão a filha de miliciano são apuradas.  Polícia suspeita também de envolvimento de Eduardinho com jogo do bicho.


A Divisão de Homicídios (DH), que trabalha no caso da execução do cabo da Polícia Militar Eduardo Conceição Dias, tem até o momento quatro linhas de investigação para o crime. Está sendo apurado se o PM foi morto por envolvimento com mílicias, devido a um caso amoroso ou em decorrência de uma suposta participação no jogo do bicho. O assassinato ocorreu nesta quinta-feira (20).

Eduardinho, como era conhecido, tinha fotos na internet com um anel com a imagem do herói Batman, em alusão ao apelido de seu ex-sogro, Ricardo Teixeira da Cruz – chefe da maior milícia do Rio de Janeiro, que está preso. A polícia desconfia que o PM teria sido morto por uma liderança dissidente da organização criminosa.

Segundo as investigações, um homem conhecido como Carlinhos teria dominado a área de Batman em Campo Grande após a prisão e mandado executar pessoas ligadas a ele.
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Agressão e adultério
A Divisão de Homicídios também apura se Eduardinho teria agredido a filha de Batman e sido punido com a morte. Outra hipótese é de que seu assassinato tenha sido encomendado após um suposto caso com a ex-mulher de um bombeiro que está preso.

Também é investigado um possível envolvimento de Eduardinho com contraventores do jogo do bicho, para quem trabalharia como segurança.



'Era um fanfarrão', diz policial
Na internet, o PM exibia fotos com adornos de ouro, ao lado de famosos e em um carro de luxo. "Era um fanfarrão", diz um dos policiais que teve informações do caso e prefere não se identificar, repetindo um termo que ficou famoso no filme "Tropa de Elite".

 
Justamente devido a essa impressão, as investigações preferem não se preciptar em afirmar que Eduardo Conceição Dias participava do grupo paramilitar da Zona Oeste.

Luxo e ostentação
O carro do cabo da PM foi levado para a DH para ser periciado e estava estacionado no pátio da delegacia na manhã desta sexta (21). O BMW X1 SDRIVE 2011 é avaliado em R$ 75 mil.

Em sua conta no Instagram, Eduardinho exibia uma vida de luxo e ostentação. O policial compartilhava fotos de viagens, bons restaurantes, passeios de helicóptero, joias e o próprio carro. Na manhã desta sexta, o perfil foi excluído da rede social.



Inquérito
Em 2013, Eduardinho respondeu a um Inquérito Policial Militar (IPM) junto com Tôni Ângelo Souza de Aguiar, o Erótico, que sucedeu Batman no comando da milícia e também está detido, no presídio federal de Catanduvas (PR).

O procedimento, no entanto, acabou arquivado, segundo a PM, porque “não foi possível incriminar os acusados devido a inexistência de provas contra os mesmos”. Em 2014, o PM começou a responder a outro IPM, pelo crime de estelionato. A investigação seguia em aberto.

Ao G1, policiais disseram que Eduardinho era ligado à chefia da milícia em Campo Grande, na Zona Oeste. Em 2014, um anel de ouro com o rosto do Batman, semelhante ao que o PM exibe em fotos na internet, foi apreendido durante a prisão do ex-PM Marcos José de Lima Gomes, o Gão, apontado como o último chefe do bando de milicianos que estava em liberdade.

“Ao que parece, só integrantes da alta cúpula da milícia usam este anel. É uma joia cara feita de ouro”, disse na época o delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios.


Fonte e Fotos: O DIA
Fotos: Reprodução da Internet em O DIA

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Milícia vende Morro do Jordão por 3 milhões de reais para o CV





Milícia vende Morro do Jordão por 3 milhões de reais ao Comando Vermelho

Área teria sido negociada para traficantes do Comando Vermelho. Polícia do Rio investiga o caso.


A guerra entre tráfico e milícia no Morro do Jordão, no Tanque, em Jacarepaguá, ganhou perigosos contornos imobiliários nos últimos dias. O conflagrado território teria sido vendido pelos milicianos para os traficantes do Comando Vermelho (CV). O valor da transação: R$ 3 milhões. A denúncia foi feita por moradores e circula em redes sociais. “Isso está na internet e estamos investigando. Temos vários procedimentos contra os criminosos do Jordão”, informou a delegada titular da 41ª DP (Tanque), Márcia Julião, que não entrou em detalhes para não prejudicar o trabalho policial.

“Quando soube da venda da favela pelos milicianos, alertei minha família. Já houve relatos de negociações entre traficantes e milicianos na Ilha do Governador. Mas, a negociação do Jordão é um caso muito mais grave”, compara o sociólogo e ex-oficial do Bope, Paulo Storani, morador de Jacarepaguá. “Esses paramilitares são profissionais de segurança, em geral investigados e expulsos, e podem, com isso, criar uma nova forma de negócio. Tomar comunidades e vendê-las. Passar o ponto”, alertou Storani.

A troca de poder no Jordão também chegou ao conhecimento do 18º BPM (Jacarepaguá). O tenente-coronel Rogério Figueiredo, comandante da unidade, não acredita que o morro tenha sido negociado entre traficantes e milicianos, mas mandou investigar. “Acionamos o setor de inteligência para apurar”, disse o oficial.

Desespero

A disputa pelo controle da favela do Jordão se arrasta há quase um ano, levando desespero aos moradores. Muitos foram expulsos pelo tráfico, acusados de colaborar com milicianos. Os paramilitares que controlavam o local teriam desistido da luta após pedirem ajuda à Liga da Justiça, a maior milícia do Rio, com reforço de homens e armas. A Liga, porém, também está dividida entre as ordens de dois chefões presos Ricardo da Cruz, o Batman, e Tôni Ângelo Souza de Aguiar, o Erótico.



A disputa entre eles é apontada pelas investigações da Divisão de Homicídios (DH) como motivo por uma série de assassinatos. O último deles, ocorrido na quinta-feira passada, foi o do PM Carlos Eduardo Conceição Dias, o Eduardinho, de 32 anos. Ele seria o elo entre os paramilitares do Jordão e a Liga da Justiça.

Eduardinho era ex-genro Batman e já respondera inquérito junto com Tôni Ângelo. A DH investiga as ligações do cabo PM, que levou três tiros na cabeça na Praia da Reserva, Recreio dos Bandeirantes, com o grupo paramilitar e se ele negociava o reforço de homens e armas para os milicianos do Jordão. Eduardinho ostentava luxo em redes sociais e estava, no local do crime, com uma BMW avaliada em R$ 75 mil.

Eduardinho — que estava na PM há sete anos e teve o inquérito por envolvimento com a milícia arquivado por falta de provas — aparece em foto postada em redes sociais com um anel de ouro com o rosto do personagem Batman. Em 2014, joia semelhante foi encontrada com o ex-PM Marcos José de Lima Gomes, o Gão, apontado então como o chefe solto da Liga da Justiça. O delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa, comentou que o anel seria uma espécie de marca dos chefes da milícia. “Ao que parece, só integrantes da alta cúpula da milícia usam este anel.”

A disputa entre traficantes e milicianos atormenta os moradores de Jacarepaguá desde que a milícia conquistou áreas do Comando Vermelho na região há cerca de dez anos. Desde então, os moradores vivem no meio do fogo cruzado. Em novembro passado, na Vila Sapê, em Curicica, traficantes chegaram a tomar algumas ruas, picharam muros com as iniciais da facção, ameaçaram moradores e montaram barricadas. Os milicianos, comandados pelo ex-policial militar Roberto Ramos dos Santos, o Betinho, expulsaram os invasores, oriundos da Cidade de Deus.

Na ocasião, pelo menos três pessoas foram assassinadas a tiros. Com a prisão de Betinho, feita pela Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado (Draco) na quinta-feira passada, os moradores temem que uma nova guerra comece.

Atualmente, a favela está sob as ordens de Sergio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa, que, com cinco condenações por produção e tráfico de drogas, comanda ataques a outras favelas dominadas por facções rivais ou controladas por milícias como aconteceu recentemente no Morro do Jordão. Segundo as investigações, o próximo alvo do CV seria a favela da Chacrinha, na Praça Seca.

Outro território histórico do Comando Vermelho (CV) em Jacarepaguá é a Cidade de Deus. A estratégia dos traficantes mudou com a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora há seis anos. Eles passaram a circular sem ostentar armas pesadas e transportando pequenas quantidades de entorpecentes, segundo inquéritos instaurados na 32ª DP (Taquara).

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que o comando da UPP Cidade de Deus trabalha diariamente na repressão às ações do tráfico na região, em conjunto com as investigações da Polícia Civil.

Fonte e Foto/O Dia