domingo, 26 de junho de 2011

Milícia usa granada no RJ. Hora de chamar o exército ou se espera que virem um exército paralelo?










Ferido em explosão de carro diz à polícia que sofreu atentado de milícia.




Veículo explodiu na noite de sábado (25), na Zona Oeste do Rio.  Delegado de plantão escutou vítima no hospital.

Por Bernardo Tabak

O homem que ficou ferido na explosão de um carro, na noite de sábado (25), na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, afirmou à polícia que sofreu um atentado de milicianos. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, a afirmação foi feita ao delegado de plantão da 32ª DP (Taquara), que escutou a vítima no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.

Segundo a polícia, o veículo estava estacionado quando explodiu. Não há informações se a vítima, de 36 anos, estaria dentro ou próxima do carro. Uma perícia foi realizada no local. A polícia investiga o que teria provocado a explosão, mas, de acordo com a sala de escuta da Polícia Militar, há indícios de que haveria um artefato dentro do veículo.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, testemunhas serão chamadas para colaborar com a investigação. O carro foi rebocado para a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Fonte G1

Milícia usa granada no RJ. Hora de chamar o exército ou se espera que virem um exército paralelo?





Ferido em explosão de carro diz à polícia que sofreu atentado de milícia.


Veículo explodiu na noite de sábado (25), na Zona Oeste do Rio.  Delegado de plantão escutou vítima no hospital.

Por Bernardo Tabak

O homem que ficou ferido na explosão de um carro, na noite de sábado (25), na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, afirmou à polícia que sofreu um atentado de milicianos. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, a afirmação foi feita ao delegado de plantão da 32ª DP (Taquara), que escutou a vítima no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.

Segundo a polícia, o veículo estava estacionado quando explodiu. Não há informações se a vítima, de 36 anos, estaria dentro ou próxima do carro. Uma perícia foi realizada no local. A polícia investiga o que teria provocado a explosão, mas, de acordo com a sala de escuta da Polícia Militar, há indícios de que haveria um artefato dentro do veículo.

Segundo a assessoria da Polícia Civil, testemunhas serão chamadas para colaborar com a investigação. O carro foi rebocado para a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Fonte G1

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Denunciado chefe de milícia por assassinato de policial no Rio de Janeiro










Denunciado chefe de milícia por assassinato de policial no Rio de Janeiro





Rio, 22 jun 2011 - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça, por homicídio duplamente qualificado, Luis Antonio Guimarães Lima, conhecido como Nem do Gás, apontado como chefe da milícia na área de Cantagalo, em Campo Grande. De acordo com a denúncia, Nem do Gás participou do assassinato do policiai militar Jurani Ferreira da Rosa, em 10 de abril de 2011.

O MP-RJ diz que o suspeito, atualmente preso, atirou contra Jurani quando ele, junto de sua família, participava de uma festa em um sítio na estrada do Mato Alto, no bairro de Guaratiba.

Para o MP-RJ, o crime foi praticado por motivo torpe (a prática de agiotagem sem a autorização de Nem do Gás), e também mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima (tiro pelas costas). O promotor Bruno de Lima Stibich reforça, na denúncia, a necessidade de manutenção da prisão preventiva do denunciado.

"O crime foi efetuado às escâncaras, na frente de dezenas de pessoas que estavam confraternizando na festa. Isto manifesta que, além de não se importar em ser identificado, o denunciado claramente assumiu o risco de atingir outras pessoas", disse Stibich.
Nem do Gás e seu grupo são investigados por outros homicídios e extorsões na região. Em maio, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou o suspeito por homicídio duplamente qualificado, por participação na execução de Alex Sandro Romeiro Lindolfo, o Keti, ocorrida em 4 de março. Keti bebia com amigos em uma lanchonete na rua Major Bandeira de Melo, em Campo Grande, quando, segundo a denúncia, Nem e um comparsa desceram de um automóvel e o mataram a tiros.

Agencia Estado

sábado, 18 de junho de 2011

Ex-policial é preso suepeito de participar de milicia na zona oeste do Rio






 Extorsão contra comerciante.








Uma dupla suspeita de exigir de comerciantes de gás R$ 185 a cada dez dias para que o produto fosse vendido em Sepetiba foi presa hoje no Rio de Janeiro por policiais da 36.ª Delegacia de Polícia, em Santa Cruz.   Um deles seria ex-policial militar.

Marcos Antonio de Carvalho Lima, de 41 anos, e o ex-policial militar Mauro Ferreira e Silva, de 31, foram presos nas suas casas, nos bairros Areia Branca e Santa Cruz. Eles responderão por extorsão e formação de quadrilha.

A dupla foi presa em casa, no bairro da Areia Branca, em Santa Cruz, também na Zona Oeste.  Ambos responderão por extorsão e formação de quadrilha. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão, mas nada foi encontrado. Na casa da ex-esposa de um dos presos foi apreendida uma farda da polícia militar.

A partir dos registros feitos pelas vítimas, em 2009, a delegacia instaurou inquérito para apurar os fatos. Segundo as informações, a dupla exigia dos comerciantes de gás a quantia de R$ 185 a ser paga a cada dez dias para que fosse permitida a venda do produto na região.

Segundo o delegado titular da especializada, Gilson Perdigão, o veículo usado pelo detido não tem documentação para este tipo de transporte. Paulo Roberto foi autuado pelo exercício ilegal da profissão e contravenção penal. O veículo foi apreendido e encaminhado à perícia.

domingo, 12 de junho de 2011

Milícias no Ceará: PF prende 3 e desarticula milícia armada em Juazeiro



PF prende 3 e desarticula milícia armada em Juazeiro


Fortaleza, 11 de junho 2011 - Polícia Federal prendeu ontem três pessoas em Juazeiro do Norte, acusadas de participar de uma milícia armada do Metrofor. Eles se passavam por "policiais ferroviários". Em nota, companhia diz que situação "será esclarecida"

Três pessoas foram presas em Juazeiro do Norte, Região do Cariri, acusadas de se passar por “policiais ferroviários”. A ação faz parte da Operação da Polícia Federal deflagrada ontem. Inspirada na teoria do filósofo Platão, a operação foi batizada como “Alegoria da Caverna”. É uma referência à falsa impressão da realidade passada à população.

Conforme o delegado da Polícia Federal, Yuri Dantas, a operação investiga os crimes de posse ilegal de armas, uso indevido das armas nacionais, falsificação de documentos, usurpação de função pública e invasão de domicílio.

O delegado ficou surpreso com a crença dos supostos policiais, que acreditavam ser, realmente, agentes ferroviários federais da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor).

Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Juazeiro, na sede do Metrofor, em Fortaleza, e em uma casa utilizada por empregados da empresa no Crato. Três dos trabalhadores da companhia que atuavam na cidade foram presos em flagrante. Um deles foi flagrado dentro do metrô “fardado” e fazendo uso da função de “policial ferroviário”.

Segundo o delegado, durante as investigações ficou comprovado que a empresa de economia mista de natureza privada, Metrofor, “formou uma milícia armada que utiliza materiais falsos de segurança com nomes e símbolos da Polícia Ferroviária Federal”. “Eles andavam armados e fardados no interior do Metrô do Cariri, como se fossem agentes do Estado no exercício de seu poder de Polícia”.

As investigações ao grupo iniciaram por meio de ofício encaminhado pela Policia Civil, ano passado. No documento constava denúncia de que “policiais ferroviários” teriam invadido uma casa em busca de armas. No início deste ano, segundo o delegado, foi instaurado inquérito para apurar o caso. “Fiz um levantamento para ter certeza da ligação do grupo, com a suposta Polícia. Depois, solicitei os mandados à Justiça”.

Eram dois fardamentos. Em depoimento, os acusados disseram que um deles, o que tinha a inscrição “Polícia Ferroviária” e as armas seriam fornecidos pelo Metrofor. Já as camisas, bonés e outros materiais apreendidos eram confeccionados pela Associação dos Policiais Ferroviários Federais do Nordeste (Apoliferne), em Recife. Além do material, a PF apreendeu 36 armas e carteiras funcionais falsas. “As investigações continuam para responsabilizar, se for o caso, a administração do Metrofor”, conclui.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A operação desencadeada pela Polícia Federal começou após ofício encaminhado pela Polícia Civil. O documento dizia que “policiais ferroviários” invadiram uma casa em busca de armas. No início deste ano foi instaurado inquérito

SAIBA MAIS

Em nota oficial, o “Metrofor esclarece que os policiais ferroviários que exercem a defesa do patrimônio ferroviário sob sua administração executam hoje as mesmas funções antes exercidas junto à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo sistema ferroviário até julho de 2002. A situação dita irregular será devidamente esclarecida aos órgãos competentes pelo Metrô de Fortaleza”.

O delegado Yuri Dantas informou que, o órgão de Segurança Pública da União, Polícia Ferroviária Federal, está previsto na Constituição Federal, mas, no entanto, ainda não foi criado por lei. “No momento, a criação e a instituição do órgão está sendo estudada no Ministério da Justiça”, confirma.

Yuri Dantas declarou que a empresa efoi negligente. “Tudo é irregular na atividade dos assistentes de segurança. O Metrofor não criou apenas um grupo de segurança, eles quiseram criar uma Polícia”

As armas aprendidas apresentavam registros vencidos. Segundo o delegado, os funcionários e as armas, que pertenciam ao quadro da CBTU foram repassados para o Metrofor e nunca tiveram os registros atualizados.

Milícia, segundo o delegado, é um grupo armado que não é Polícia e também não é um serviço de segurança regular. O delegado informou que vai ouvir pessoas no Metrofor e individualizar as condutas, para identificar possíveis responsáveis. “Precisamos trabalhar com cuidado para não generalizar a responsabilidade como sendo de toda a administração”.

Por Aline Braga

Fonte O Povo Online

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Acusado de chefiar milícia na Baixada Fluminense é preso

Acusado de chefiar milícia na Baixada é preso

Por Luarlindo Ernesto

Rio, 9 de junho de 2011 - Acusado de chefiar um grupo de milicianos que atua em Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Alessandro dos Santos Brilhante foi preso nesta manhã desta quarta feira. Contra ele, agentes do Grupo de Inteligência da Corregedoria da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar tinha mandado de prisão expedido pela Justiça, por crime de homicídio e por formação de quadrilha.

O acusado foi levado, algemado, para a 59ª DP, em Nova Iguaçu. Os mesmos agentes já haviam prendido três acusados de explorar clandestinamente serviços de internet, banda larga.

A central onde a aparelhavam estava instalada, em Campos Elíseos, funcionava na Rua Vicente Celestino, em Campos Elíseos. Os acusados, com o equipamento e livros contábeis com os 700 assinantes, foram levados para a Polícia federal. 

Fonte O Dia

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Milícias: a nova ditadura que, como no passado, poucos lutam contra ela.


Milícia é a maior responsável por assassinatos no Rio


Por Pedro Dantas


São Paulo, 31 de maio de 2011 - A milícia é a maior responsável por assassinatos no Rio com 45% da autoria dos mais de mil casos registrados na Divisão de Homicídios (DH) da capital fluminense, desde a fundação da delegacia especializada, em janeiro de 2010.

As autorias dos demais casos estão fragmentadas entre homicídios praticados por traficantes, assassinatos ocasionais, como as brigas de rua, e os crimes passionais. Segundo os especialistas em segurança pública, os milicianos estão em expansão em direção às áreas das favelas da zona norte da cidade. Eles apontam que o volume de dinheiro dos múltiplos negócios motivam as disputas a tiros entre os próprios paramilitares.

"Não me surpreende que a milícia mate mais hoje no Rio. A prática mais utilizada pelo miliciano é o homicídio. Eles são violentos com as testemunhas dos crimes cometidos por eles ou com quem enfrenta as práticas estabelecidas por seus grupos", disse o delegado titular da Delegacia de Repressão às Atividades Criminosas Organizadas (Draco), Alexandre Capote, responsável por investigar os paramilitares. Em 2010, pelo menos 193 milicianos foram presos em todo o Estado.

O combate às milícias no Rio foi incrementado em 2008 quando foi instalada a CPI das Milícias. No mesmo ano, no mês de maio, uma equipe de reportagem do jornal O Dia foi torturada por paramilitares da Favela do Batan, em Realengo (zona oeste), que hoje é ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Com a repercussão do caso, o número de prisões de milicianos aumentou em comparação aos anos anteriores.

Em 2006, apenas cinco deles haviam sido presos. No ano seguinte, 21 foram encarcerados. Em 2008, o número subiu para 78. No ano de 2009, várias operações foram realizadas e 275 milicianos foram parar atrás das grades, entre eles policiais, bombeiros e até parlamentares.




Fonte: Agência Estado

terça-feira, 31 de maio de 2011

Falcon recebe 162 visitantes na cadeia em três semanas


Falcon recebe 162 visitantes na cadeia em três semanas


Coronel da PM, delegado da Polícia Federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Município foram até cela de acusado de chefiar milícia na Zona Norte

Rio, 30 de maio de 2011 - Uma rede de amizades. Em três semanas de prisão numa cela do Batalhão de Choque da Polícia Miliar, no Estácio, o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon, recebeu a visita de 162 pessoas entre os dias 15 de abril e 9 de maio. Uma romaria à cela com direito a entrada de agentes de quase todas as forças de segurança. Em especial, de oficiais da PM, de um delegado da Polícia Federal e até do vice-presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio, José de Moraes Correia Neto.

Marcos Vieira de Souza, o Falcon, foi preso por agentes da Corregedoria da Polícia Civil na porta de delegacia | Foto: Andre Luiz Mello / Agência O Dia

Na lista de visitantes ilustres estão o coronel Marcos Alexandre Santos de Almeida — responsável pelo 5º Comando de Policiamento de Área (Volta Redonda) — e o delegado federal Victor César Carvalho dos Santos.

Mais dois oficiais da PM — major da 1º Delegacia de Polícia Judiciária Militar e um tenente que não identificou o local da lotação — também foram ao Batalhão de Choque falar com Falcon, acusado de comandar milícia em Madureira e Oswaldo Cruz. Ele foi preso no dia 14 de abril na porta da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE).

A PM é que detém a liderança absoluta no ranking de visitas ao sargento. Além dos três oficiais, mais quatro praças também estiveram no Choque. Para completar a lista de agentes de segurança que foram encontrar Falcon, três inspetores da Polícia Civil, três bombeiros e dois cabos da Marinha assinaram o livro de presença.

O vai e vem no batalhão foi bem intenso: chega a média de 54 pessoas por semana ou oito por dia. E pode ser ainda maior: algumas das visitas estiveram mais do que uma vez na companhia de sargento Falcon. Por lá passaram ainda cinco pessoas que se identificaram como empresários, um assessor parlamentar, dois pastores, professores e até o capelão auxiliar da PM.

Carro blindado com armas

Falcon foi preso por agentes da Corregedoria da Polícia Civil quando levava o miliciano Paulo Ferreira Júnior, o Paulinho do Gás, para se apresentar à Draco. Dentro de sua Pajero blindada, havia pistolas, 590 cápsulas e R$ 33 mil.

O sargento está no Batalhão de Choque desde o dia 15 de abril. Para não ser levado ao Batalhão Especial Prisional (BEP), ele alegou risco de vida por já ter prendido policiais. Falcon responde por porte de armas e ligação com as milícias. Durante anos, ele foi cedido pela PM à Polícia Civil.

Explicações

A Corregedoria da PM investiga a lista de visitas de Falcon. O coronel Marcos Alexandre justificou, por meio da assessoria de imprensa da corporação, que “os dois encontros com o sargento foram para uma investigação reservada da PM”. Quarta-feira, o Conselho Superior de Comando da corporação se reúne para analisar o caso. O oficial pode ser punido por grave violação da disciplina.

O delegado Victor César disse que foi ao batalhão para avaliar as acusações contra o PM. “Conheço o Falcon há muito tempo. Inclusive, fazemos uma grande investigação a partir de uma informação que ele nos trouxe”, justificou. O DIA entrou em contato com a assessoria do TCM, mas José Moraes não foi localizado.


Reportagem de João Antônio Barros e Vania Cunha
Foto: Andre Luiz Mello / Agência O Dia

domingo, 29 de maio de 2011

Milícia ameaça crianças e escola no Rio de Janeiro: com bomba



Boato: escola próxima a 'condomínio da milícia' sofre ameaça de bomba

As aulas nas escolas Jesus Soares e Sônia Maria Maltes Fernandes, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foram suspensas na manhã desta quinta-feira, por causa de um boato em que um grupo de miliciano iria jogar bombas nas duas instituições de ensino, em represália à desocupação dos moradores do condomínio Ferrara, que foi invadido pela milícia do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.

O tumulto foi generalizado nas duas escolas, disse ao SRZD a professora Regina Rodrigues, que contou como tudo começou: "Um aluno de outra escola ouviu uma mãe falar que um homem passou próximo a escola falando que iriam jogar uma bomba no colégio, e outra mãe passou dizendo que deram toque de recolher. Foi um tumulto danado. Nunca imaginei que isso iria acontecer aqui".



Segundo a professora, uma grande parte dos alunos mora no condomínio Ferrara, e muitos pais souberam do boato e foram para o colégio buscar o filho. "Tentamos conversar com os responsáveis para acalmá-los, mas eles estavam muito agitados.  Muitas mães desmaiaram, outras começaram a discutir com os professores, porque queriam levar o filho para longe dali de qualquer jeito".

Quando achava-se que o mal entendido estava sendo esclarecido, os alunos da escola ao lado (Jesus Soares) pularam o muro tentando fugir para a escola Sônia Maria Maltes Fernandes, pois achavam que uma bomba iria explodir no lado de fora. "Saíram pulando por cima do outro. Isso foi por volta das 9h30, e depois disso não teve mais aulas. Na parte da tarde os pais não levaram as crianças para a escola. Ninguém quis levar o filho", afirma Regina.

A professora informou que nesta sexta-feira terá aula normalmente, porém acredita que quem mora no condomínio não irá aparecer porque não sabem como irão fazer com suas moradias.

Fonte: SRZD - Hélio Almeida | Rio+ | 26/05/2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Milícia pode estar envolvida na tentativa de homicídio em Del Castilho na Zona Norte do Rio

Milícia pode estar envolvida na tentativa de homicídio em Del Castilho na Zona Norte do Rio

Por Ana Claudia Costa e Waleska Borges





 Foto: Fabiano Rocha / Extra

RIO - A polícia não descarta o envolvimento da milícia na tentativa de execução de três pessoas na manhã de hoje em Del Castilho. De acordo com a polícia, o ex-PM, o PM e o agente funerário que foram baleados teriam envolvimento com a máfia de transportes alternativos feitos por vans. A perícia ainda está no local, na Rua Van Gogh, onde ocorreu o crime. O local fica em frente ao condomínio onde mora o agente funerário. Ao todo, segundo a PM, foram vinte tiros de fuzil e pistola no Gol preto onde o trio estava. A rua está interditada para a realização da perícia.

O policial militar Jonas Neves de Abreu, o ex-policial Cláudio Alves da Silva e o agente penitenciário identificado como Cláudio Pereira da Costa, de 44 anos, foram baleados na manhã de hoje.

Os três foram socorridos e levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier.Ainda de acordo com a polícia, contra o agente funerário há um mandado de prisão por homicídio e formação de quadrilha.

Fonte Globonline

sábado, 21 de maio de 2011

Policia Federal vai ajudar no Rio de Janeiro a retirar milícia que controla o projeto Minha Casa

  







Grupo ligado a ex-PM preso cobra taxas de 10 mil moradores em 11 conjuntos do programa federal na Zona Oeste










A milícia chefiada pelo ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, vem impondo a cobrança de "taxas de segurança" a cerca de dez mil moradores de 2.709 imóveis em 11 conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa. Minha Vida em Campo Grande, Cosmos e Realengo, na Zona Oeste do Rio. Preocupado com a situação, o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, disse que a atuação dos grupos paramilitares pode pôr em risco a continuidade do programa federal, que prevê a entrega este ano de 12 mil unidades, 80% delas na região.


Para impor o medo aos moradores, o grupo chefiado por Batman - hoje preso em unidade de segurança máxima em Mato Grosso do Sul - costuma invadir as áreas internas dos condomínios, exibindo armas e até disparando tiros para o alto. Episódios denunciados por moradores dos condomínios Livorno, Trento e Treviso, em Cosmos. No condomínio Ferrara, em Campo Grande, os milicianos chegaram a ocupar e vender 143 dos 262 apartamentos:


- A situação no condomínio Ferrara é a mais grave. Lá, os milicianos aproveitaram que o conjunto ainda não havia recebido todos os moradores cadastrados pela secretaria e invadiram 143 unidades. Temos informações de que os imóveis estavam sendo vendidos - disse Bittar.


Quadrilha cortou o fornecimento de água


Em Realengo, moradores dos condomínios Vivendas do Ipê Branco e Vivendas do Ipê Amarelo, cada um com 299 unidades, tiveram as ligações de água da Cedae cortadas por um grupo paramilitar, também ligado ao grupo de Batman. O problema foi denunciado em fevereiro. Em troca do restabelecimento do serviço, os milicianos exigiram taxas de R$100, mais um percentual referente ao valor das contas.


De acordo com Bittar, após os moradores terem denunciado o problema, a Cedae restabeleceu o fornecimento de água nos 598 imóveis. Apesar disso, os milicianos continuam agindo na região, cobrando "taxas de segurança" e oferecendo serviços clandestinos de internet e TV a cabo aos moradores.


Os métodos empregados pelos milicianos para conseguir cobrar taxas dos moradores nem sempre são violentos. O corte de água e as ameaças feitas por integrantes dos grupos armados são colocadas em prática em último caso.


“- Primeiro eles oferecem TV a cabo e internet banda larga para ganhar a simpatia de parte dos moradores. Foi assim que fizeram no condomínio Trento. Depois começaram a exigir cotas de segurança de R$20. Nesse período começaram a acontecer pequenos roubos. Alguns moradores que se recusaram a pagar perderam bicicletas e até botijões de gás - conta um morador.”


ssustado com a ação dos milicianos, o morador, que recebeu o apartamento do programa após ter perdido a casa nas chuvas do ano passado, pensou em abandonar o imóvel e voltar para favela onde vivia:


“- Lá a gente convivia com o tráfico de drogas, garotos armados com fuzis e viciados, mas ninguém cobrava taxa da gente. Aqui só tem trabalhador pobre, que passa o dia batalhando algum dinheiro. Eu não tenho como pagar. Os milicianos cobram por tudo. Um botijão de gás custa até R$5 mais caro por causa do ágio. E quem não paga é proibido de comprar em outro lugar. Outro dia, um morador levou uma tapa na cara por ter comprado o botijão fora do esquema. Apanhou calado e ainda teve o botijão roubado - desabafou.”


A violência dos integrantes da milícia de Batman leva os moradores a adotarem a "lei do silêncio". A equipe do GLOBO percorreu seis dos 11 condomínios aterrorizados pelos paramilitares. À frente dos portões, moradores evitavam falar ou mesmo chegar perto. Na Avenida Cesário de Melo, em Cosmos, onde foram construídos os condomínios Livorno, Trento e Varese, alguns moradores aceitaram falar num ponto de ônibus, a 200 metros da entrada dos empreendimentos.


Um dos moradores afirmou que pretende devolver o imóvel à Secretaria de Habitação:


“- Os milicianos são tão violentos quanto os traficantes e ainda contam com proteção de policiais. É comum ver patrulhas da PM circulando pelas ruas dos condomínios, levando milicianos do bando de Batman. Por isso ninguém procura a polícia para denunciar. Vai confiar em quem?”


Bittar admite que muitos moradores de áreas de risco e mesmo desabrigados têm se recusado a receber imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida na Zona Oeste. Há casos também de beneficiados que pediram para devolver apartamentos na região e receber em outras localidades:


“- Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco o continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades habitacionais, mas 80% delas ficam em bairros da Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias. O tráfico é um problema sério, sem dúvida, mas os milicianos contam diretamente com a participação de policiais, tornando muito difícil o combate.”


PF vai ajudar na retomada de imóveis invadidos


Segundo Bittar, as denúncias de ameaças e domínio territorial por parte de grupos paramilitares nos 11 condomínios foram repassadas à Secretaria estadual de Segurança Pública.


  Realizamos algumas reuniões com representantes da Caixa, que financia a construção dos imóveis, e da PM para tentar reverter o problema. Em fevereiro, cheguei a participar de uma ação no condomínio Ferrara, em Campo Grande, com objetivo de retomar os 143 apartamentos invadidos e vendidos pelos milicianos, mas, lamentavelmente, não conseguimos retomar os imóveis - disse Bittar.


Na última semana, Bittar esteve reunido com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, para tratar do assunto. Desta vez, o grupo recorreu à Polícia Federal para realizar uma nova ação, ainda sem data definida, para retomar os apartamentos invadidos no condomínio Ferrara.


Mesmo preso numa cela de sete metros quadrados de uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS), a 1.445 quilômetros do Rio, Batman continua comandando os integrantes de sua milícia, que aterroriza moradores da Zona Oeste. Assim como os traficantes, milicianos presos se correspondem com suas quadrilhas por meio de cartas e bilhetes entregues a emissários durante as visitas aos presídidos. As ordens de Batman são lidas em voz alta durante as reuniões da quadrilha.


O ex-PM é temido na Zona Oeste por causa de sua violência. Considerado um dos principais matadores da milícia, ele fugiu pela porta da frente do presídio de segurança máxima Bangu 8, em outubro de 2008. Imagens do circuito interno de segurança do presídio captaram o momento da saída dele, que teria custado R$1 milhão. Sete meses depois, Batman foi preso na casa de uma namorada, em Paciência.


A polícia já prendeu cerca de 700 milicianos desde 2007. No último dia 13, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) levou para a cadeia o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, acusado de chefiar uma milícia em Jacarepaguá.
"Este é um problema muito grave, que precisa ser enfrentado para não colocar em risco a continuidade do programa. Este ano temos previsão de entregar 12 mil unidades, mas 80% delas ficam na Zona Oeste, onde é grande a atividade das milícias, que contam diretamente com a participação de policiais.”.


No Rio, milícia já controla o Minha Casa
Minha Casa já está sob o domínio de milícia
Autor(es): agência o globo: Sérgio Ramalho
O Globo - 07/05/2011


Justiça reintegra posse de conjuntos habitacionais na zona oeste do Rio que haviam sido invadido por milícia – Conjuntos: Treviso, Terni e Ferrara

Liminar concede reintegração de posse de conjuntos invadidos por milícia na Zona Oeste


 O juiz federal  Valner de Almeida Pinto concedeu à Caixa Econômica Federal e ao Município do Rio de Janeiro a reintegração de posse dos conjuntos habitacionais Treviso, Terni e Ferrara, invadidos por grupos ligados à milícia que age na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os imóveis ficam na Estrada dos Caboclos, entre os bairros de Campo Grande e Cosmos.

A decisão do magistrado é liminar, e foi proferida na quarta-feira, 18 de maio, em ação cível ajuizada pela CEF na segunda, 16. Segundo informações do processo, os condomínios somam 810 casas, construídas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Mais tarde, elas passaram a integrar o programa Minha Casa, Minha Vida, e deveriam ser destinadas a famílias que ficaram desabrigadas em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade  em abril de 2010. Para isso, foi firmado um convênio entre o banco público e a Prefeitura.

Também de acordo com os autos, em fevereiro de 2011 os imóveis vazios e até alguns já ocupados foram invadidos por grupos armados, que ameaçaram funcionários da Secretaria Municipal de Habitação e expulsaram moradores.

No entendimento do juiz Valner de Almeida Pinto, numa situação como essa a lei permite a expedição de ordem liminar para a reintegração, sem a necessidade de que os réus sejam ouvidos. O magistrado, ainda em sua decisão,  determinou que oficiais de justiça façam diligência no local para identificar as casas que tenham sido ocupadas ilegalmente.

Valner Pinto ainda autorizou o uso de força policial e o arrombamento de portas e portões, se necessário. Por fim, o juiz determinou a expedição de ofícios ao Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, ao Comandante Geral da Polícia Militar e ao Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro "requisitando o destacamento de efetivo suficiente para garantir o pleno cumprimento desta decisão".

 A íntegra da decisão pode ser lida no site da Justiça Federal: www.jfrj.jus.br. Basta clicar aqui em Justiça Federal do Rio de Janeiro e colocar o número do processo, para ver a integra da decisão no processo  0006259-56.2011.4.02.5101.

Fonte: Tribunal Regiomal Federal da 2.ª Região

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Polícia investiga se assaltante de lotéricas tem ligação com milícia do RJ


Polícia investiga se assaltante de lotéricas tem ligação com milícia


Ele teria roubado dez casas lotéricas em 30 dias


Rio,  10/05/2011 - Um homem suspeito de assaltar lotéricas foi preso após ser reconhecido por uma das vítimas enquanto passeava com a família em um shopping da zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, o João Luiz Bastos dos Santos, de 40 anos, usava roupas camufladas que servia como disfarce para realizar as ações criminosas. Ele é suspeito de assaltar dez casas lotéricas em menos de 30 dias.

Santos foi reconhecido por umas das vítimas no momento em que passeava com a família em um shopping. A polícia foi acionada e prendeu o suspeito dentro de uma casa lotérica. De acordo com a polícia, ele se comportava como um cliente, entrava na loja para fazer o reconhecimento do local para agir na sequência.

Ele foi encaminhado para a delegacia onde confessou os crimes. Além dos roubos, Santos vai responder por receptação, já que com ele foi apreendido um carro roubado. Dentro do veículo estava um boné do FBI, do centro de inteligência americana, e uma touca ninja.

O serviço de inteligência investiga se ele faz parte de um grupo de milícia.

Assista ao vídeo:


Fonte R7