sexta-feira, 12 de junho de 2009

POLÍTICA MORTAL DA SEGURANÇA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO: SETE MORTOS, DOIS ERAM PMs


Quinze pessoas foram mortas em duas semanas no conjunto de favelas da Maré



Na quinta (11), sete pessoas morreram, entre elas dois PMs. Nesta sexta (12), moradores tentavam retomar a rotina.

No conjunto de favelas da Maré, no subúrbio do Rio, a violência tem tirado o sono dos moradores nos últimos dias. Em menos de duas semanas, 15 pessoas foram mortas durante confrontos entre traficantes e policiais.

As últimas sete mortes foram registradas na quinta (11), durante uma operação do 22º BPM (Maré). A ação foi para checar uma denúncia anônima de que traficantes estavam escondidos na comunidade.

Durante a ação, houve troca de tiros. O sargento Ítalo da Silva Leal, de 38 anos, o tenente Alexandre Alves Lima, de 31 anos, e outros cinco homens, que, segundo a polícia, seriam ligados ao tráfico de drogas, morreram no confronto.


Saiba mais


Os cinco suspeitos foram socorridos nos hospitais de Bonsucesso e no Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos. De acordo com o coronel Marcus Jardim, do 1º Comando de Policiamento da Capital (1º CPC), dois deles seriam chefes de uma facção criminosa que atua no conjunto de favelas.

Na operação de quinta, a polícia apreendeu fuzis, munições, uma pistola e mais de mil trouxinhas de maconha. O material foi encaminhado para a 21ª DP (Bonsucesso). Os PMs mortos na ação serão enterrados na tarde desta sexta no cemitério Edson Passos, em Mesquita.


Clima de tristeza

No 22º BPM, o clima era de muita tristeza nesta sexta-feira (12). Amigos dos dois policiais que morreram no confronto de quinta-feira não quiseram gravar entrevista. No acesso à região, o policiamento foi reforçado, enquanto que, na favela os moradores tentavam retomar a rotina depois do susto de quinta.

O clima é tenso na Maré desde o fim de maio, quando um confronto entre traficantes rivais deixou oito mortos, entre eles um pedreiro que foi atingido por uma bala perdida.

A polícia passou a manter a área ocupada. Milhares de crianças ficaram sem aula nos últimos dias. Algumas escolas abriram, mas, com medo, muitos alunos não apareceram.

De acordo com o coronel Marcos Jardim, a polícia continua a ocupar a região.


Fonfe G1

CINCO HORAS DE TIROTEIO ENTRE TRAFICANTES E MILÍCIAS NO RIO DE JANEIRO


CINCO HORAS DE TIROTEIO ENTRE TRAFICANTES E MILÍCIAS NO RIO DE JANEIRO


Moradores de favelas do subúrbio sofrem com cinco horas de tiroteio


Tiroteio começou por volta das 22h30 de quinta-feira.


Criminosos de Vila Isabel teriam tentado retomar venda de drogas.


Rio, 12 de junho de 2009 - O Morro do Dezoito, em Água Santa, na divisa com Quintino, na Zona Norte, está em guerra desde a noite desta quinta-feira. As informações do 3º BPM (Méier) é de que traficantes, que seriam do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, tentam invadir a favela, dominada por milicianos. O morro do Saçu, ao lado, seria outro alvo dos traficantes.


Intenso tiroteio, mesmo sob chuva constante, assustou moradores do Morro do Dezoito entra a noite de ontem e esta madrugada. Às 6h30 não havia confronto. Ainda não há notícias de mortos ou feridos. PMs cercaram a comunidade através da Rua Torres de Oliveira, um dos principais acessos à comunidade do Dezoito, com a ajuda de um blindado, mas não subiram. O 3º BPM não confirmou nenhuma operação no local por enquanto, embora os arredores estejam com policiamento reforçado, inclusive com homens do Batalhão de Choque.


A milícia do Morro do Dezoito seria controlada por bando ligado ao ex-PM e ex-fuzileiro naval, Fabrício Fernandes Mirra, acusado de liderar, mesmo preso, o grupo paramilitar mais violento do Rio. Mirra foi preso em agosto do ano passado, em Pinheiral, onde teria espancado até a morte o vizinho José Alexandre Silva Eugênio, 29, no dia 18 de fevereiro daquele ano, no bairro São Jorge. A vítima morreu dois dias depois num hospital de Volta Redonda em consequência dos ferimentos. O juiz Luiz Cláudio da Silva, da Vara Única de Pinheiral, foi quem decretou a prisão, com base em denúncia do Ministério Público (MP).


A ousadia dos milicianos da área chegou ao cúmulo em 2008, como o DIA denunciou, quando os paramilitares controlaram até a tradicional festa de São Jorge, realizada há 64 anos em Quintino. Na ocasião, a denúncia, feita por barraqueiros instalados no entorno da Matriz de São Jorge, na Rua Clarimundo de Melo, foi confirmada pelo pároco Marcelino Modelski, 42. De acordo com os funcionários e responsáveis pelas cerca de 100 barracas — que vendem lembranças do Santo Guerreiro, além de comidas e bebidas típicas —, os milicianos cobraram deles, diariamente, taxas entre R$ 20 e R$ 50.


Uma guerra entre o tráfico de drogas e a milícia assustou os moradores de duas favelas de Água Santa, no subúrbio do Rio, na madrugada desta sexta-feira (12). Foram mais de cinco horas de tiros.


Na quinta (11), outro episódio violento assustou os moradores do subúrbio carioca. Policiais militares do 22º BPM (Maré) e traficantes trocaram tiros no conjunto de favelas da Maré, no subúrbio do Rio. Dois PMs e cinco suspeitos morreram durante o tiroteio.



Tiroteio começou na quinta



O tiroteio nas favelas de Água Santa também começou na quinta-feira, por volta das 22h30. Segundo a polícia, criminosos que seriam do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, teriam tentado retomar os pontos de venda de drogas que perderam desde que milicianos passaram a controlar os morros do Dezoito e da Saçu, em Água Santa. Policiais militares, com o apoio do batalhão de Choque e do carro blindado foram chamados e houve intensa troca de tiros durante toda madrugada.


Na Rua Torres de Oliveira, um dos principais acessos à comunidade do Dezoito, foram encontrados vários cartuchos de balas de fuzil. Quem tentava passar pelo local era orientado pelos policiais a mudar de caminho. Ainda não há confirmação de vítimas.


Pela manhã, houve uma trégua e não havia mais tiros. Mas a polícia continua com a segurança reforçada nas principais entradas do Morro do Dezoito.



Fonte G1 e O Dia

EX-VEREADOR NADINHO É ASSASSINADO PELAS MILÍCIA


Ex-vereador Nadinho é assassinado na Zona Oeste, diz polícia


Ele foi atingido por diversos disparos nesta quarta-feira (10).

Uma outra pessoa, que estava junto de Nadinho, também foi baleada.



O ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, foi morto a tiros nesta quarta-feira (10) em frente a um condomínio na Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada pelo diretor de polícia da Capital, delegado Ronaldo Oliveira.

De acordo com informações iniciais, suspeitos em um carro entraram no condomínio e efetuaram diversos disparos contra o ex-vereador.

Uma outra pessoa, que seria um policial militar e estava com Nadinho no momento do crime, também foi baleada. A vítima foi socorrida no Hospital Lourenço Jorge. Ainda não há informações sobre o seu estado de saúde.

Os criminosos conseguiram fugir. Segundo Ronaldo Oliveira, o crime tem características de uma execução. A polícia vai analisar as imagens do circuito interno de segurança do condomínio para tentar identificar os assassinos.

Agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) estão no local. O corpo ainda não foi retirado do condomínio.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Jader Amaral, informou nesta quinta-feira (11) que algumas câmeras de segurança do condomínio onde foi assassinado o ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, registraram parcialmente o crime.

Nadinho é citado na CPI das Milícias

Nadinho é uma das pessoas citadas no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, do ano passado. Ele já havia sofrido um atentado no fim de 2008.

Nas últimas eleições, Nadinho não se reelegeu, apesar dos 16.838 que recebeu. Ele tem uma condenação por homicídio e é suspeito de chefiar o grupo paramilitar na comunidade de Rio das Pedras, também na Zona Oeste.

De acordo com as investigações, Nadinho de Rio das Pedras é suspeito de ser o mandante do assassinato do inspetor da Polícia Civil Félix dos Santos Tostes, em 2007. Ele e mais dois policiais foram denunciados.

Félix Tostes era suspeito de chefiar a milícia que controlava a comunidade Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. O inspetor também respondia a um inquérito sobre a máfia dos caça-níqueis. Ele foi assassinado quando o carro em que estava foi atingido por mais de 70 tiros.


Saiba mais sobre as Milícias:

  1. 11h09min | Rio de Janeiro

    Câmeras de segurança registraram morte de Nadinho, diz delegado

  2. 11/06/2009 | 20h42min | Rio de Janeiro

    PM diz não ter como reconhecer assassinos de Nadinho, afirma delegado

  3. 10/06/2009 | 22h20min | Rio de Janeiro

    Advogado diz que Nadinho sofria ameaças

  4. 19h34min | Rio de Janeiro

    Nadinho pode ter sido morto por milicianos, diz delegado

  5. 15h04min | Rio de Janeiro

    Ex-vereador Nadinho é assassinado na Zona Oeste, diz polícia

  6. 14h57min | Rio de Janeiro

    Ex-vereador Nadinho é baleado na Barra

  7. 02h01min | Rio de Janeiro

    Gravações telefônicas revelam relação entre milícia e máfia dos caça-níqueis

  8. 09/06/2009 | 20h49min | Rio de Janeiro

    Principal grupo de milícia do Rio 'enfraqueceu', diz Beltrame

  9. 01/06/2009 | 23h14min | Rio de Janeiro

    Polícia estoura depósito clandestino de gás na Cidade de Deus

  10. 29/05/2009 | 19h26min | Rio de Janeiro

    Polícia descobre depósitos clandestinos de gás em ação contra milícias

  11. 28/05/2009 | 21h18min | Rio de Janeiro

    Presos em operação formavam milícia mais forte do Rio, diz polícia

  12. 12h59min | Rio de Janeiro

    Operação de combate à milícia prende 16 e estoura paiol

  13. 27/05/2009 | 20h42min | Rio de Janeiro

    MP denuncia Ricardo Batman por porte ilegal de armas

  14. 15/05/2009 | 17h04min | Brasil

    'Batman' desembarca em Campo Grande

  15. 30/04/2009 | 09h58min | Rio de Janeiro

    Homens armados incendeiam três vans na Zona Oeste do Rio

  16. 29/04/2009 | 07h30min | Rio de Janeiro

    Milícia investe em imóveis nas favelas, revela dossiê da PF

  17. 28/04/2009 | 11h26min | Rio de Janeiro

    Dez homens armados e de touca ninja assaltam cooperativa de vans


Fonte G1.


terça-feira, 9 de junho de 2009

66 MANDADOS DE PRISÃO: GOLPE PROFUNDO DO ESTADO DEMOCRÁTICO CONTRA MILÍCIA DE POLICIAIS CORRUPTOS




Chega a 38 número de suspeitos presos em operação contra milícia




Ação conta com a participação de mais de 400 policiais.



Ao todo, polícia cumpre 66 mandados de prisão.



Rio, 9 de junho de 2009 - Já chega a 41 o número de suspeitos presos numa operação contra milícias na Zona Oeste do Rio. A informação é do delegado Ronaldo Oliveira, diretor de polícia da capital e que está à frente da operação.


Segundo nota divulgada pela polícia, a ação tem como objetivo cumprir 66 mandados de prisão preventiva, 27 civis, 24 policiais militares, cinco policiais civis, um bombeiro e um agente penitenciário. Oito pessoas já se encontram presas no sistema penitenciário.


Um dos presos teria sido encontrado em um motel em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (9), segundo informou a polícia. Entre os presos há policiais militares e civis, informou a polícia.


A polícia disse ainda que essa é a maior operação no estado contra milícias. Ao todo, 250 policiais de 16 delegacias distritais e seis especializadas participam da ação que tem o apoio de 190 policiais militares.


Os presos serão levados para a Delegacia de Homicídios da Zona Oeste, em Campo Grande. Os policiais militares são encaminhados para o Batalhão Especial Prisional (BEP).



Um golpe forte contra policiais corruptos.


Pelo menos 41 pessoas já foram presas, entre elas três policiais civis e 12 militares, numa megaoperação realizada pela Secretaria de Segurança para prender acusados de envolvimento com as milícias que atuam na Zona Oeste do Rio. Batizada de Operação Têmis, a ação conjunta entre as polícias Civil e Militar é considerada a maior já realizada para desarticular os grupos que atuam na Zona Oeste, e que seriam chefiados pelo ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.


A milícia chefiada por Batman é considerada uma das mais violentas do estado, com mais de 30 homicídios em seis meses, de acordo com o telejornal "RJTV".


Entre os presos, está Ocimar da Silva, conhecido como Hamburgão, apontado como um dos sucessores de Batman que está preso em campo Grande, Mato Grosso do Sul. Além de Hamburgão, foram presos o policial civil Vanderson Navegante de Azevedo, no 1º Distrito Naval, onde ele era lotado, Maciel Paiva de Souza, de 29 anos, e Leandro Gomes da Silva, que foi localizado pelos agentes escondido debaixo de uma cama no Motel Agadir, em Campo Grande.


Ao todo foram expedidos 66 mandados de prisão preventiva, além de muitos mandados de busca e apreensão de provas. Na lista dos procurados, estão 27 civis, 24 policiais militares, cinco policiais civis, um bombeiro e um agente penitenciário. Completam a lista oito pessoas que já se encontram presas no sistema penitenciário.


Cerca de 250 policiais civis, de 16 delegacias distritais e seis especializadas, além de 190 policiais militares de diversos batalhões participam da megaoperação. Os presos serão encaminhados para a DH Oeste em Campo Grande. Os policiais militares são levados para o BEP.


De acordo com a Secretaria de Segurança, o combate às milícias no Rio de Janeiro começou em 2007 e a evolução dos números dos presos é a seguinte (sem contabilizar o saldo de hoje): em 2006 foram 5 presos, em 2007 23 presos, em 2008 foram 78 presos e em 2009 foram 80 presos.


Na semana passada, policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam nove milicianos ligados ao ex-sargento da PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala. Entre os presos, há cinco PMs. Com os militares foram apreendidos três pistolas, um revólver, um carro Gol, um Fox, um Audi e um Vectra. Na segunda-feira, a Policia Civil já havia detido Renato da Silva Santos, do BPChoque, na casa dele. O miliciano é suspeito do assassinato de dois cobradores de van, além de ser acusado de tentar matar um PM.


No dia 29 de maio, a operação Leviatã 2 prendeu quinze acusados de integrar a milícia considerada a mais forte do Estado do Rio de Janeiro. O bando dominava 23 favelas nas zonas Norte e Oeste do Rio, e há informações de que estaria expandindo seus domínios para comunidades de São Paulo. O chefe da milícia, o ex-PM Fabrício Fernandes Mirra, está preso desde agosto do ano passado, por homicídio. Dezoito pessoas continuam foragidas.

A Polícia Civil divulgou, há pouco, a lista dos presos na Operação Têmis, realizada hoje, em conjunto com a Polícia Militar, para prender suspeitos de envolvimento com a milícia Liga da Justiça, que atua na Zona Oeste do Rio. Veja a lista com os nomes dos presos abaixo:




Policiais Militares:



1- Ulisses da Costa Batista

2- Ricardo de Azevedo Tinoco

3- Adjan Jardim Matoso Pereira

4- Fábio Fortunato da Costa

5- Carlos Henrique Garcia Ramon

6- Alessandro Fiel Lopes

7- Adilson de Almeida Siqueira

8- Alonso dos Santos Holanda

9- Marcos José de Lima Gomes

10- Ricardo Carvalho dos Santos

11- Flávio Mendes Augusto

12- Átila Luis Castro de Souza

13- Kennedy Graciano de Albuquerque

14- Carlos Eduardo Benevides Gomes

15- Rogério de Moura Carvalho

16- Ivilson Ubelino de Lima

17- Marconi Alves do Nascimento

18- Silvio Pacheco Fontes

19- Werderson de Oliveira Rocha

20- Moisés Pereira Maia Junior

21- Jorge Luis Oliveira Fernades

* Ex-PM Alessandro Barroco Lima




Policiais Civis:


1- José Lino Filho

2- Pedro Celestino de Amorim Filho

3- Carlos Adão Rodrigues Feliciano




Civis:

1- Ademir Deodoro da Silca

2- Adriano Gonzaga dos Santos (Camelo)

3- Bruno César de Santana

4- Ernandes Mendes Linhares Junior (Juninho da Padaria)

5- José Luis do Nascimento

6- Leandro Gomes da Silva (Maconha)

7- Luciano Sabino da Silva

8- Maciel Paiva de Souza

9- Ocimar da Silva (Hamburgão)

10- Paulo Sérgio Lopes da Silva

11- Wallace Luigi da Silva Souza (Ex- paraquedista armeiro da quadrilha)

12- Jonatha Lopes

13- Luiz Carlos Rodrigues Evaristo

14- Wanderson Navegante Azevedo



Já presos:

Ricardo Teixeira Cruz (Ex- PM, Batman)

Carlos Marinho dos Santos (Fuzileiro Naval)

Rogério Alvez de Carvalho


Saiba mais sobre a operação.



Fonte O Globo e G1.