sábado, 10 de dezembro de 2011

Milicianos presos no Rio com dolares, jóias e quase 400 mil reais


Rio: polícia detém 5 suspeitos de integrar milícia com R$ 342 mil

Em posse dos 5 presos foram encontrados R$ 290 mil e US$ 29,3 mil em dinheiro, além de diversas joias

A polícia prendeu na quinta-feira cinco homens suspeitos de integrarem uma quadrilha de milicianos. Luciano Francisco de Paulo, Jorge Barros Ribeiro Filho, Dinarte José da Silva, Luciano Barreto da Silva e Thiago Silva de França foram presos em flagrante no interior de uma casa na rua Mafra, em Vila Valqueire, zona norte do Rio de Janeiro.

Na residência, em posse dos cinco presos, foram encontrados R$ 290 mil e US$ 29,3 mil (cerca de R$ 52,5 mil) em dinheiro, além de diversas joias. Todos foram indiciados nos crimes de formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro nacional. Se condenados, podem pegar até 12 anos de prisão.

A investigação e as detenções foram feitas por agentes da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco/IE) e da subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg). Segundo a secretaria, desde 2007 já foram presos 624 milicianos, excluindo os cinco detidos ontem, que ainda não foram julgados.


Foto: Draco / SSP-RJ/Divulgação
Fonte: Terra

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Preso na Barra da Tijuca ex-sargento que comandava milícia de Rio das Pedras


Acusado de chefiar milícia é preso em condomínio na Barra


Ex-sargento da PM é suspeito de matar funcionário de extinta superintendência de transportes, em 2003.  Foi apresentado pela polícia usando curativo nos mamilos. Ele estaria em tratamento contra câncer de mama.


Por Taís Mendes


Rio, 07/12/2011 - O ex-sargento da PM Dalmir Pereira Barbosa é apresentado pela polícia usando curativo nos mamilos. Ele estaria em tratamento contra câncer de mama Foto: Pablo Jacob / O Globo

O ex-sargento da PM Dalmir Pereira Barbosa é apresentado pela polícia usando curativo nos mamilos. Ele estaria em tratamento contra câncer de mama Pablo Jacob / O Globo

RIO - A Polícia Civil do Rio apresentou, nesta quarta-feira, o ex-sargento da Polícia Militar Dalmir Pereira Barbosa, acusado de chefiar a milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Com uma bermuda florida, sem camisa e levando nos ombros um casaco bem menor do que o seu tamanho, Dalmir exibia curativos nos dois mamilos. Segundo a polícia, ele está fazendo tratamento contra um câncer de mama.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Dalmir foi preso na noite desta terça-feira em casa, num condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Contra ele há três mandados de prisão pendentes. O ex-sargento responde a processos na Justiça pelo assassinato do ex-chefe de gabinete das extinta Superintendência Municipal de Transportes Urbanos, Paulo Roberto da Costa Paiva, ocorrido em 2003.

Dalmir e outros quatro comparsas, de acordo com a polícia, exploram os serviço de transporte alternativo, venda ilegal de gás e internet e de segurança na região de Rio das Pedras.

De acordo com o delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Fernando Reis, a prisão seria fruto de investigações de várias unidades da Polícia Civil, mas a localização do miliciano chegou à delegacia através de denúncia anônima. Segundo Reis, Dalmir estava foragido desde 2009. Ele agia na região de Rio das Pedras desde 1997 e, em 2002, foi reformado pelo PM. Em 2011, no entanto, retomou à corporação para ser expulso.

- É um preso importante. Mas ninguém tem a pretensão de que uma só uma prisão irá desarticular a quadrilha. Sem dúvida foi um passo importante, pois ele era um dos líderes.

Fonte: O GloboOnline
Foto: Pablo Jacob / O Globo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

No Rio de Janeiro quem mata mais são as milícias



Áreas controladas por milícias concentram homicídios no Rio



Santa Cruz tem a taxa mais alta.  Menor redução de assassinatos ocorre na zona oeste





Rio, 05/11/2011 - Apesar de a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro comemorar a prisão de 624 suspeitos de ligação com milícias nos últimos cinco anos e de grupos paramilitares rivais terem firmado trégua, a atuação dos milicianos preocupa. Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) mostram que as regiões onde há maior presença de milícias na capital, como os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, ambos na zona oeste, estão entre as que registraram mais assassinatos.





Investigadores da Divisão de Homicídios ouvidos pelo R7 dizem que, quando os homicídios cometidos na capital são separados por categorias, como ligação com tráfico ou crime passional, as mortes relacionadas às milícias são maioria.

Em julho passado, a área patrulhada pelo Batalhão de Santa Cruz (27º BPM), que inclui os bairros de Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Guaratiba e Pedra de Guaratiba, registrou taxa de 3,61 homicídios por 100 mil habitantes, a maior da capital. Naquele mês, a média foi de um assassinato a cada dois dias (16 no total). Os dados são os mais recentes divulgados pela secretaria de segurança.

Na região, há favelas dominadas pelo tráfico, como Antares, Rola e Cesarão, mas de acordo com a Divisão de Homicídios, a maior parte dos homicídios é praticada por milicianos, que atuam em ao menos seis comunidades, entre elas, o conjunto João 23 e Nova Sepetiba.

Foi em Santa Cruz que o ex-PM Welington Vaz de Oliveira morreu no último dia 19 ao ter o carro atingido por mais de 50 tiros de fuzil. Moradores da região dizem que a situação piorou depois que o também ex-PM Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, fugiu do BEP (Batalhão Especial Prisional), da PM, em setembro. Carlão que estaria em Santa Cruz, é considerado braço armado da milícia e teria cometido ao menos 15 assassinatos.

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Entre os milicianos presos desde 2006, 214 eram agentes ou ex-agentes do Estado, como PMs, policiais civis, bombeiros, integrantes das Forças Armadas, Guarda Municipal e Polícia Federal, o que corresponde a 34% do total. Um era deputado estadual e sete, vereadores. Os outros 402 eram civis.

Em segundo lugar no índice de homicídios, está a região patrulhada pelo Batalhão de Bangu (14º BPM), que registrou 25 assassinatos em julho, com uma taxa de 3,49 por 100 mil habitantes. No entanto, a região registrou, no ano, mais de 30 mortes ligadas à guerra de traficantes rivais pelo controle da Vila Kennedy.

Na sequência, surgem no ranking de homicídios os bairros de Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo e Senador Vasconcelos (área do 40º BPM), com 18 homicídios no mês e taxa de 3,42 assassinatos para cada 100 mil moradores. A região possui mais de 20 comunidades, todas controladas por milícias, cujo chefe é o ex-PM Tony Ângelo.

Apesar de se concentrarem em bairros da zona oeste, a região recebeu apenas duas das 18 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) já implantadas, uma na favela do Batan, que era reduto de milícia, e outra na Cidade de Deus, antes controlada por traficantes.

Para o fundador do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), coronel Paulo César Amêndola, a implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas zonas sul, norte e centro do Rio contribuem para índices de criminalidade altos na zona oeste.

“- As favelas controladas pelo tráfico na zona oeste receberam bandidos que fugiram das favelas pacificadas, assim como a Baixada Fluminense, São Gonçalo e região dos Lagos. Em áreas de milícia, falta efetivo. A PM, por exemplo, não teve efetivo suficiente para fazer um patrulhamento constante nessas regiões. Operações diárias poderiam reduzir os homicídios na região.”

Deputado defende ataque às finanças

Na comparação entre as três regiões, a área do 27º BPM foi a única que não teve queda de homicídios entre os primeiros sete meses de 2006 e o mesmo período deste ano. Foram 121 casos entre janeiro e julho de 2006 contra 123 no mesmo período deste ano, aumento de 1,6%. Já na área do 40º BPM, houve redução de 57%, baixando de 190 para 82, e na região patrulhada pelo 14º BPM, a redução foi de 40%, passando de 245 homicídios para 148.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias em 2008, elogiou as prisões de milicianos. Entretanto, para ele, isso é insuficiente para enfrentar os grupos paramilitares que atuam no Estado.

“- A CPI das Milícias provocou uma mudança no discurso do governo. Não deu mais para ignorar o problema das milícias e nenhuma autoridade ousou se referir a elas como um mal menor na segurança pública do Rio. A CPI apresentou 58 propostas de medidas concretas contra as milícias, mas a maioria sequer saiu do papel.”

Segundo ele, há proposta de competência dos governos municipal, estadual e federal. As principais se referem ao mapeamento e à contenção das atividades econômicas dos grupos criminosos que são fonte do lucro e de sustentação das milícias.

Rio tem 12 homicídios por dia

Entre janeiro e julho deste ano, 2.587 pessoas foram assassinadas no Estado, uma média de 12 por dia. Na capital, foram 878 homicídios, média de quatro a cada dia.

A zona oeste responde pela maioria dos casos, com 405 registros, segundo o ISP. A zona norte, que concentra a maior parte das favelas controladas pelo tráfico, registrou 400 casos nos primeiros sete meses do ano. Na zona sul, foram 23 casos, e na região central, 50.

Em todas as regiões da capital, houve queda na comparação com o mesmo período de 2010, mas a menor redução aconteceu na zona oeste (8%). Na zona norte, a redução foi de 13%; na região sul, de 15% e, no centro, queda de 34%.

Na capital, onde a Divisão de Homicídios recebeu investimentos nos últimos dois anos, o índice de elucidação de casos saiu de 3% para mais de 30%. A meta para 2012 é chegar a 40% de homicídios com autoria conhecida.

Um investigador da Polícia Civil contou que as prisões dos chefes das milícias da zona oeste e o pacto de não agressão firmado entre grupos rivais contribuíram para a redução dos índices na região, mas ainda há dificuldades para elucidar os casos.

“ - As milícias agem com muita violência. Os assassinatos são cometidos com armas de grosso calibre e muitos tiros. Eles matam suas vítimas na frente de todo mundo para intimidar as pessoas. É difícil conseguir testemunhas que prestem depoimento. Todos têm medo. Eles também costumam matar pessoas que praticam pequenos furtos e roubos nas regiões controladas por eles.”


Por Marcelo Bastos
Fotos: Alexandre Vieira/Agência O Dia
Fonte: R7

domingo, 4 de dezembro de 2011

Preso suspeito de integrar milícia que atua no morro da Caixa D’água, no Rio de Janeiro

Suspeito de integrar milícia é preso com 200 fichas de cobrança por segurança

Documentos tinham nome e endereço de moradores do morro da Caixa D'água




Policiais da Delegacia de Piedade (24ª DP), na zona norte do Rio, prenderam nesta sexta-feira (2) Ulisses Pereira de Aquino, de 27 anos, por envolvimento com uma milícia que atua no morro da Caixa D’água. Ele foi flagrado com uma pistola enquanto se preparava para fazer a cobrança da taxa de segurança de moradores.

Com o suspeito, os policiais também encontraram 200 fichas que tinham nomes e endereços de moradores e uma lista com todos os meses do ano. Ao lado de cada mês, a milícia controlava os pagamentos, preenchendo o espaço com o termo “pago”. Os valores variavam de R$ 20 a R$ 25 por mês, como explica a delegada Renata Araújo.

- Ele não estava com dinheiro porque estava começando a fazer as cobranças. Estava de moto e foi preso em flagrante. Ele nos disse que era o responsável pela cobrança da taxa de segurança. Nossa investigação começou há três meses e sabem que também exploram outros serviços. Vamos trabalhar para identificar e prender os outros integrantes do grupo.

Segundo a polícia, a milícia do morro da Caixa D’água também atua nas adjacências, como a rua Ferreira Furtado, em Piedade. O suspeito foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, mas também está sendo investigado por extorsão e formação de quadrilha.

Apenas com as fichas apreendidas pela polícia, a milícia era faturar entre R$ 4.000 e R$ 5.000 referentes à cobrança de taxa de segurança particular.

Por Marcelo Bastos
Fonte: R7
Foto: Alessandro Costa/Agência O Dia

Milícias da baizada fluminense entram em guerra por territòrios como os traficantes faziam




Milícias de Nova Iguaçu travam disputa sangrenta por territórios, diz polícia

Grupos denunciam rivais para provocar prisões e enfraquecer inimigos

    
    

Milícias que atuam nos bairros da Palhada, Cabuçu e Valverde, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, travam uma disputa sangrenta pelo controle de territórios, segundo a polícia. Nesta sexta-feira (2), uma operação da Delegacia de Comendador Soares (56ª DP) e da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) prendeu dois homens que estavam com uma pistola. Outros dois homens que tiveram a prisão decretada continuam foragidos.

Segundo o delegado Delmir da Silva Gouveia, da 56ª DP, há inúmeros homicídios na região que são atribuídos às milícias e algumas testemunhas já identificaram os autores por fotos. Segundo ele, na região há várias pequenas milícias, formadas por dez ou 15 policiais em média.

- Em setembro, um PM foi morto a tiros por um grupo de milicianos rivais. No último fim de semana, um casal foi morto. Temos informações de que o homem era envolvido com uma milícia e estaria denunciando a atuação de rivais. Já a mulher, teria morrido apenas por estar com o alvo dos assassinos.

O delegado revelou que a guerra de denúncias é uma tática usada pela milícia para enfraquecer os rivais e provocar prisões.

- Isso é muito comum entre eles. Um deles faz uma denúncia dizendo que o rival tem um plano para matar o delegado. Assim, espera que a polícia investigue o rival e o prenda. O outro denuncia a ação de rivais na exploração de serviços, como TV a cabo clandestina e venda de gás. Como a polícia tem atuado e feito prisões, essas denúncias provocam raiva e as os homicídios entre eles têm ocorrido com frequência. Quem não concorda com a atuação deles também pode virar alvo das quadrilhas.

Segundo o delegado, os milicianos vendem botijões de gás por preços muito acima do valor cobrado pelo mercado. Enquanto a média de preço não chega a R$ 40 por botijão, os milicianos vendem a R$ 45. As pessoas não têm opção e são coagidas a comprar com eles.

Durante a prisão de Leandro Campos Marques, o Grampo, e de Michel dos Santos Azevedo, nesta sexta-feira, no bairro da Palhada, uma pistola calibre 40 foi apreendida. O delegado Ricardo Barboza, da DHBF, investiga pelo menos dez assassinatos que podem ter sido cometidos com a arma apreendida.


Por Marcelo Bastos, do R7
Fonte: R7
Foto: Alessandro Costa/Agência O Dia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Milícia ruralista assassina cacique Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul

MILÍCIA RURALISTA INVADE ACAMPAMENTO E ASSASSINA CACIQUE GUARANI-KAIOWÁ




O Ministério Público Federal (MPF) em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, ainda investiga o ataque de cerca de 40 homens armados contra a comunidade indígena Guaviry, ocorrida na manhã da sexta-feira (18), na zona rural de Amambai, fronteira do estado com o Paraguai. Segundo relatos, o cacique da comunidade, Nísio Gomes, de 59 anos, foi executado com tiros na cabeça e teve seu corpo levado pelo grupo de pistoleiros que invadiu o acampamento.

"Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e mandaram todos irem pro chão. Portavam armas calibre 12", disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e teve sua identidade preservada por motivos de segurança. Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. "Chegaram para matar nosso cacique", afirmou.

O saldo da chacina, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que esteve no local, é de quatro índios desaparecidos e vários feridos, além do cacique assassinado. Os números deverão ser mais bem esclarecidos durante a próxima semana. Conforme o apurado junto a sete mulheres indígenas que fugiram pela mata e chegaram aos municípios de Amambai e Ponta Porã, durante a fuga que precedeu o ataque, três jovens – de 14, 15 e 16 anos - teriam sido baleados, sendo que um encontra-se hospitalizado e os outros dois desaparecidos.

“A gente não sabe se os dois desaparecidos estão mortos ou se foram sequestrados pelos pistoleiros, mas a certeza é de que foram atingidos e caíram”, disse uma das indígenas. Na fuga, elas eram um grupo de 12 mulheres. Cinco acabaram ficando para trás.  Dos cerca de 60 integrantes da comunidade, somente dez foram contatados pelos investigadores. Estima-se que os demais estejam escondidos na mata, assustados com a violência do ataque.

Uma equipe da Polícia Federal, acompanhada de representantes do MPF e da Fundação Nacional do Índio (Funai), confirmou o desaparecimento do cacique. A perícia policial confirmou presença de sangue humano no local onde o cacique foi baleado, de acordo com os relatos das testemunhas. Também comprovou-se que o corpo foi arrastado.

Um dos filhos de Nísio Gomes passou por examde de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Ponta Porã, onde foi constatado que ele foi atingido por tiros de balas de borracha, do mesmo tipo encontrado em ataque recente ocorrido contra um acampamento indígena em Iguatemi, a cerca de 200 quilômetros de Ponta Porã, em 23 de agosto.

O MPF instaurou inquérito para investigar a chacina, mas alerta que detalhes da investigação serão mantidos em sigilo, "sob pena de comprometer a apuração dos fatos."

Violência por terra

Desde o dia 1º de novembro, os indígenas decidiram desmontar o acampamento onde viviam às margens de uma rodovia da região e instalar-se em uma parte do seu território Kaiowá nativo. O local de ocupação tradicional da etnia está sob poder das fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde. Cerca de duas semanas depois da retomada do território a comunidade começou a ser cercada.

Os ataques e assassinatos não são fatos novos para os indígenas do Mato Grosso do Sul. No dia 13 de agosto deste ano, indígenas Guarani Kaiowá do Território Indígena Pueblito Kuê, município de Iguatemi, que ocupavam uma área entre as fazendas Maringá e Santa Rita, tiveram seu acampamento destruído, pertences queimados e sua comida roubada por homens encapuzados. Apesar disso, os indígenas não saíram do local, reivindicado como terra tradicional, e afirmam que não sairão voluntariamente.

Os Guarani Kaiowá somam hoje cerca de 45 mil indígenas e ocupam pouco mais de 40 mil hectares. De acordo com levantamento do Conselho Indigenista, 98% da população indígena do estado vive em apenas 0,2% do território do Mato Grosso do Sul. A ganância pelas terras dos nativos é apontada como o principal desencadeador de situações de violência como homicídios e ataques a comunidades, além de problemas sociais como suicídio de jovens e altos índices de mortalidade infantil.


Com informações da Adital, do MPF e do Cimi

(Foto do O cacique Nísio Gomes, dois dias antes de ser assassinado por pistoleiros, no MS: Eliseu Lourenço/Cimi/Divulgação)

Miliciano morto com 50 tiros na Zona Oeste do Rio de Janeiro



Polícia investiga se comparsas milicianos mataram ex-PM na zona oeste do Rio

Investigadores descartam hipótese de grupo rival invadir área para cometer crime

Rio, 22/11/2011 - A DH (Divisão de Homicídios) do Rio de Janeiro investiga se o ex-PM Welinton Vaz de Oliveira, assassinado com 50 tiros de fuzil na noite do último sábado (19), em Santa Cruz, na zona oeste da capital, foi morto por aliados, integrantes de uma milícia que atua em bairros da região onde ocorreu o crime.

O carro em que Oliveira estava foi atingido por tiros de fuzis de calibres 7.72 e 5.56. A hipótese passou a ser considerada pela polícia porque o ex-PM foi morto em uma área que é controlada pelo grupo paramilitar do qual ele fazia parte. Para os investigadores, é pouco provável que milicianos de um grupo rival fossem até aquela área para praticar o crime.

A polícia tenta descobrir quem são os autores do crime e qual foi a motivação do assassinato.

Segundo a PM, três homens que estavam em uma Kombi praticaram o crime. Para a DH, não resta dúvidas de que o assassinato está relacionado à atuação de milícias na região.

Oliveira era suspeito pelo atentado contra o também ex-PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala, ocorrido em São Pedro da Aldeia, em 2007. Na ocasião, a mulher e o enteado de Chico Bala foram mortos.

O ex-PM seria integrante do grupo considerado principal rival de Chico Bala, chefiado por Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, também preso em unidade federal de segurança máxima.

Há um ano e dois meses, Oliveira fugiu do BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, na zona norte do Rio. Desde então, era considerado foragido. Um outro ex-PM, também acusado do atentado contra Chico Bala, fugiu do Bep junto com Welington. Eles estariam trabalhando na construção de um muro da unidade e a ausência deles só foi percebida durante a contagem dos presos.

Por Marcelo Bastos
Fonte: R7

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Policiais comandam Milícia na capital do Acre e controlam transporte clandestino





Policiais comandam milícias no transporte clandestino de Rio Branco, denuncia sindicato.





Na carreata que realizaram na manha desta terça-feira, para protestar contra a falta de fiscalização na atuação de clandestinos no transporte de passageiros na capital acreana, taxistas e mototaxistas revelaram a existência de uma milícia que comanda a clandestinidade, e que segundo eles, tem como líderes policiais civis e militares.

A afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Taxistas Teonízio Machado, que sem citar nomes, atribuiu a policiais, a responsabilidade pela existência de grupos que comandam o transporte clandestino em Rio Branco.

“Não vamos aqui citar nomes, é claro, mas a gente sabe que existe uma milícia atuando no transporte clandestino. Que esse grupo tem a frente alguns policias. Nós identificamos pontos onde essas pessoas atuam e até ditam regras, tirando o direito dos profissionais legalizados trabalharem com dignidade”, denunciou o sindicalista.

Na manifestação que começou em frente ao prédio da RBtrans, no conjunto Xavier Maia e terminou em frente ao Quartel do Comando Geral do PM, as duas categorias sugeriram a criação de um departamento específico para fiscalizar a atuação dos clandestinos. De acordo com levantamentos feitos pelos dois sindicatos, para dada um moto táxi legal, existem dois clandestinos nas ruas. Entre os carros esse número é bem menor, mas na região do II Distrito, a quantidade de taxistas ilegais atuando no transporte de passageiros para o centro da cidade, cresceu cerca de 20% só este ano, dizem os taxistas.

“Há pontos onde os clandestinos se organizam inclusive com uma lista que indica de quem é a vez de sair com passageiros”, disse o taxista Manoel Varela. Essa informação foi confirmada pela diretoria do sindicato que citou dois pontos: um na entrada do residêncial Santo Afonso, na BR 364, o outro no centro da cidade, na Av. Epaminondas Jácomes, em frente ao Colégio Meta.

“Pode ir lá agora que você vai encontrar os piratas parados no ponto. Tem linha pro segundo distrito e pra região do Calafate”, completou o também taxista Benaias Ribeiro.

A primeira denúncia da presença de carros e motos clandestinos atuando nas ruas de Rio Branco foi oficialmente encaminhada a Superintendencia de Transito de Rio Branco em 2005. De lá pra cá, segundo o sindicato poucas foram as providencias tomadas pela autarquia que fiscalização o transporte publico para combater a ilegalidade.

O que é uma milícia?
Milícia é a designação genérica das organizações militares ou paramilitares compostas por cidadãos comuns, armados ou com poder de polícia que teoricamente não integram as forças armadas de um país. As milícias podem ser organizações oficiais mantidas parcialmente com recursos do Estado e em parceria com organizações de carácter privado, muitas vezes de legalidade duvidosa. Podem ter objetivos públicos de defesa nacional ou de segurança interna, ou podem atuar na defesa de interesses particulares, com objetivos políticos e monetários. Recentemente, no Rio de Janeiro, o termo Milícia foi associado a práticas ilegais, geralmente são grupos formados em comunidades urbanas de baixa renda como conjuntos habitacionais e favelas sob a alegação de combater o crime narcotráfico porém mantendo-se com os recursos financeiros provenientes da venda de proteção da população carente e cobrança de pirataria na rede de informação,são ainda consideradas milícias todas as organizações da administração pública tercerizada e que possuam estatuto militar, não pertençam às Forças Armadas de um país, isto é, ao Exército, Marinha de Guerra ou à Força Aérea.


Jairo Barbosa
De Rio Branco para ac24horas.com
Fonte Área Central

Da série Chacinas no Pará: Seis adolescentes são assassinados pela polícia

Seis adolescentes foram executados no fim da noite de sábado, em Belém (PA). A chacina foi no distrito de Icoaraci, a cerca de 20 km do centro da cidade, a um raio de menos de 200 m de onde as vítimas moravam. Nenhum dos mortos tinha passagem pela polícia.

Quatro deles (de 12, 14, 15 e 17 anos) foram enterrados na manhã desta segunda-feira, em Icoaraci. As outras duas vítimas foram enterradas à tarde: um adolescente de 16 anos foi sepultado no município de Colares, a 90 km de Belém, e outro, de 17 anos, também em Icoaraci.

De acordo com testemunhas, a chacina foi cometida por dois homens a bordo de uma moto, que se identificaram como policiais. Eles enfileiraram os menores na calçada, de joelhos e com as mãos na cabeça, em frente a um órgão público, o Instituto de Assistência e Previdência do Município de Belém (Ipamb). Vizinhos relatam ter ouvido mais de 20 tiros.

Inicialmente após a chacina, policiais levantaram a suspeita de que os adolescentes fossem usuários de drogas e tivessem envolvimento com assaltos, o que faria o caso parecer um acerto de contas entre bandidos, crime corriqueiro em Belém. Entretanto, os parentes das vítimas ficaram revoltados com a hipótese, garantiram que todos são inocentes e levantaram indícios de que os executores teriam sido policiais ou ex-policiais.

"Os caras se apresentaram como polícia, mandaram se ajoelhar com as mãos na cabeça como polícia, usaram pistola, que é arma de polícia, e, no fim, estava passando uma viatura da PM que fez 'corpo mole' e não quis ir atrás dos suspeitos, que fugiram de moto", detalha Maria de Lourdes Barbosa, mãe de um dos adolescentes enterrados na manhã desta segunda-feira.

Pai de duas das vítimas, Carlos Alberto Gonçalves garante que nenhum dos seis adolescentes era problemático, com histórico de delitos ou usuário de drogas. "Estavam no lugar errado, na hora errada", resume.

O delegado que investiga o caso, Gilvandro Furtado, diretor da Divisão de Homicídios, confirmou que os adolescentes mortos não têm passagem pela polícia. Apenas um deles já foi citado em boletim de ocorrência, por conta de lesões corporais. Até a tarde desta segunda-feira, o delegado diz não ter suspeitas de autoria ou da motivação do crime. A desconfiança levantada pelos familiares das vítimas, de que os autores seriam policiais ou ex-policiais, não foi descartada. "Nessas horas, logo após o crime, surge todo tipo de hipótese. Com o tempo, a gente vai passando um filtro e elimina o que não procede, até chegar na verdade sobre o fato", diz Gilvandro Furtado.

Fonte Terra


Fonte: Ag Estado e Terra

sábado, 12 de novembro de 2011

Milícia do Espírito Santo tem mais dois presos em Marataízes: Batoré e Marciano






Milícia: mais dois são presos em Marataízes








Batoré e Marciano, presos na manhã de ontem

 
Marataízes,  ES - Mais dois homens foram presos em Marataízes, suspeitos de participação em uma milícia. Anderson Rodrigues Mendonça, o Batoré, e Marciano Fernandes Costa, detidos na manhã de ontem(08), são apontados como integrantes da quadrilha que seria chefiada por Gilbert Wagner Antunes Lopes, o Waguinho, ex-policial militar no Rio de Janeiro, também preso, sexta-feira passada, sob a acusação de assassinato.

Os homens pegos ontem tinham contra eles mandado de prisão temporária. A acusação também é de homicídio, crime que teria sido cometido por outra pessoa, porém sob as ordens do grupo. De acordo com o delegado Edson Lopes, as investigações apontam que Gilbert Wagner também seria diretamente responsável pela pratica do crime. Portanto, a Justiça Criminal de Marataízes decretou outro mandado de prisão contra ele.

O delegado relata que a vítima, L.C.M., era usuária de drogas e praticava pequenos furtos no município. “Foi morto pelo fato de o grupo julgar estar fazendo uma suposta limpeza social”, disse o delegado.

Prisões

Outras cinco pessoas já haviam sido presas, há duas semanas, acusadas de envolvimento com o mesmo grupo. Entre os detidos estão o guarda municipal de Cachoeiro, Tiago Martins Almeida, que está licenciado, e o empresário do setor imobiliário de Marataízes, Sandro Menezes.

Há ainda duas mulheres - Katiane Batista Leal, 18 anos, e Juliana Gonçalves Pereira Lopes, 37 anos, esposa de Waguinho - e um funcionário da Prefeitura de Marataízes, Alex da Silva Brasil, 41 anos.

Além de praticar assassinatos na região, o grupo é acusado de extorquir proprietários de terrenos, falsificar documentos, constranger e ameaçar pessoas para diversos fins e proceder cobranças. As investigações prosseguem.


Fonte: Espírito Santo de Fato

Tenente 'Robocop' da milícia da Grande Fortaleza, é preso.


 
 

Tenente 'Robocop' é preso na Grande Fortaleza

Foi preso na noite desta sexta-feira (11de nov), na Região Metropolitana, o tenente Jairo "Robocop" da Silva - demitido da Polícia Militar acusado de chefiar uma milícia no Centro de Fortaleza. O policial foi levado para a Delegacia Municipal de Pindoretama e deve ser recambiado para uma cela no 5º Batalhão da PM, na Capitão.

"Robocop" foi preso por homens do Destacamento da PM em Pindoretama, na Grande Fortaleza, no início da tarde. A prisão foi efetuada pelo cabo Jorge e pelo soldado Valdemir, sob a acusação de porte ilegal de arma. O tenente estava portando uma pistola Taurus 0.40, segundo a Polícia Militar.

Em agosto passado 'Robocop' havia sido preso por homens do Batalhão de Polícia de Choque (BpChoque) após uma perseguição e um cerco em Fortaleza.

"Robocop" estava em Cascavel

O Diário do Nordeste Online apurou que "Robocop" estava em Cascavel, também na Grande Fortaleza, e foi reconhecido por um capitão da Polícia Militar. O tenente entrou em um veículo Toyota Prado e saiu em direção a Pindoretama.

Policiais de Cascavel entraram em contato com o Destacamento de Pindoretama, a fim de pedir que os colegas abordassem o carro. Na abordagem "Robocop" não teria esboçado reação e foi para a unidade da Polícia Civil em Pindoretama.

Secretária teria sido ameaçada

A decisão de expulsar "Robocop" foi tomada pelo Comando da PM após uma investigação sobre as denúncias de que ele comandava uma milícia no Centro ligada à máfia de CDs e DVDs pirateados. Uma servidora municipal e até a titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), Luiza Perdigão, teriam sido ameaçadas pela milícia.

Tenente não pode portar arma

"Robocop", apesar da decisão da PM, ainda não pode ser considerado ex-policial, porque a decisão precisa passar pelo Tribunal de Justiça. Ele hoje está afastado de suas funções e, assim, não pode mais portar arma.

Fonte: Diário do Nordeste