quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ajuste entre assassinos: Falso bombeiro e suspeito de integrar milícia são mortos















Falso bombeiro e suspeito de integrar milícia são mortos


Por Bruno Rohde

Um suspeito de envolvimento com a milícia e um falso bombeiro foram mortos a tiros, em Oswaldo Cruz, perto da estação ferroviária do bairro. Os disparos foram efetuados por pistolas de três calibres diferentes quando as vítimas passavam pela Rua Adelaide Badajós, às 22h desta segunda-feira.

Carlos Alberto da Silva Oliveira, de 32 anos, que dirigia um Gol cinza, morreu na hora. Bruno de Brito Alves de Souza, de 28, ainda conseguiu sair do carro e correr, mas morreu na passarela da estação de trem.

Carlos Alberto estava com uma pistola calibre 380 na cintura e com uma carteira falsa de bombeiro. Já Bruno tinha um histórico de proximidade com milicianos. Ele seria ligado ao grupo do ex-PM Francisco César de Oliveira, o Chico Bala.

Bruno teria participado da execução de um rival, em abril de 2009. Anderson Bengaly de Souza foi assassinado a tiros no estacionamento de um supermercado, na Zona Oeste. A vítima pertenceria a uma milícia rival a de Chico Bala. Bruno também foi investigado pela participação na morte da garota de programa Edilma Maria Ferreira, morta quando estava grávida de 8 meses. Ela também foi executada em abril de 2009, em Campo Grande. Em maio desse mesmo ano, Bruno chegou a ser preso com uma pistola, numa casa.

A Divisão de Homicídios investiga o a morte de Carlos Alberto e Bruno. Já se sabe que um Gol vermelho com homens armados emparelhou com o carro onde estavam as vítimas. Segundo a polícia, foram disparados mais de vinte tiros.



Fonte Extra

Juíza assassinada pela miícia queria proteção do tribunal


PMs que eram investigados por juíza morta serão transferidos de batalhão

Decisão foi anunciada pelo presidente do Tribunal de Justiça.

Outros 30 policiais vão aumentar a segurança no Tribunal de Justiça.



Por Thamine Leta

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) Manoel Alberto Rebêlo informou, na tarde desta quarta-feira (17), que os policiais do 7º BPM (São Gonçalo), investigados pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, serão transferidos para outros batalhões. Eles seguem trabalhando enquanto os caso não são julgados. A juíza Patrícia Acioli, assassinada na última sexta-feira (12), em Niterói, investigava crimes relacionados a milícias, que teriam agentes envolvidos.

A decisão, segundo Rebelo, foi tomada durante uma reunião com o governador do estado, Sérgio Cabral, nesta terça-feira, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul.

"Durante a reunião, o governador autorizou que mais 30 policiais fizessem a segurança do Tribunal de Justiça. Ficou decidido também pela remoção de policiais do 7º BPM, que estão sendo processados. Eles serão transferidos para outros batalhões", disse Rebêlo.

De acordo com Rebêlo, durante a reunião ficou decidido ainda que será construído um único Fórum, em São Gonçalo, que abrigue todas as varas da Justiça. A intenção é facilitar a segurança de todos os juízes.

“Se não fosse isso, o Fórum de São Gonçalo teria que usar quatro imóveis distintos e isso dificulta a segurança. A solução foi um espaço em que vamos construir um fórum com todas as varas de São Gonçalo”, explicou. Rebelo também adiantou que a segurança será reforçada no Fórum de São Gonçalo.

O presidente do TJ afirmou que dez carros blindados estão à disposição do Tribunal de Justiça.

Investigações do crime

O secretário geral da Comissão Nacional de Justiça, Fernando Marcondes, que também participou da reunião com o presidente do TJ e o governador Sérgio Cabral, falou sobre as investigações do crime.

“As investigações são feitas com profundidade. Em muito menos tempo que possamos imaginar o caso será solucionado”, disse Marcondes.

Juíza enviou ofício reclamando da falta de proteção

Patrícia Acioli reclamava por escrito da falta de proteção policial, por causa das ameaças de morte que recebia. Ela chegou a enviar ofícios ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ).

Os documentos foram apresentados pelo advogado da família como prova de que ela queria reforço na segurança.

Os documentos estavam no gabinete da juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, também na Região Metropolitana, e serão entregues nesta quarta-feira (17) ao presidente do TJ-RJ. Em um deles, datado de 13 de fevereiro de 2007, Patrícia se dirige ao diretor de segurança do Tribunal.

Ela diz que não pode receber um novo policial designado para a escolta da família, porque os filhos já estão acostumados aos atuais integrantes, depois de um processo de adaptação demorado e trabalhoso.

A juíza pede a volta de um ex-integrante da escolta, e observa que, naquele momento, contava com apenas três policiais militares na sua segurança, sendo imprescindível a vinda de um quarto policial.

Na última sexta-feira (12), o presidente do Tribunal de Justiça disse que a escolta foi retirada porque Patrícia Acioli não achou necessário mantê-la.

“Quando chegou em 2007, o Tribunal de Justiça nas avaliações que faz a respeito chegou a conclusão de que não havia necessidade de ela continuar com a segurança intensa como ela vinha tendo até então. E propôs reduzir o número de policiais que iriam trabalhar na segurança dela. Ela então achou que aquilo ali não era necessário”, disse o desembargador Manoel Alberto Rebêlo, presidente do TJ-RJ, na última sexta-feira.

Juíza recebeu visita de major

Cinco meses depois, a juíza escreve ao juiz Mário Mazza, auxiliar do então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Murta Ribeiro. Patrícia diz ter recebido a visita do major Silvio Guerra, responsável pela segurança do TJ-RJ.

Segundo a magistrada, o major disse a ela que o presidente do Tribunal havia determinado a retirada de um policial de sua escolta, que seria reduzida a um PM por dia. Este policial teria que se transportar por meios próprios ou no carro da juíza.

A juíza reclama: "Entendendo que a questão envolvendo a minha vida é algo muito importante, não entendi o tratamento que foi dado ao caso".

Ela pede, por escrito, a decisão do presidente do Tribunal de Justiça, e diz que apesar de não ser especialista em segurança, acha que a nova escolta não atende a critérios mínimos. Por fim, ela afirma que não questiona a decisão, mas que "aguarda a ordem chegar de forma correta, por escrito", "para cumpri-la imediatamente".

Informe de inteligência

Outro documento encontrado pelo advogado contratado pela família de Patrícia Acioli é um informe de inteligência da Polícia Federal, que revela o plano de um contraventor da cidade de São Gonçalo.

Numa escuta telefônica, ele dá a entender que alguém próximo à juíza seria vítima de um atentado. No documento, de julho de 2009, um agente informa ao delegado da Polícia Federal em Niterói que o bicheiro Luis Anderson de Azeredo Coutinho, numa interceptação telefônica, demonstra grande rancor contra Patricia e afirma que "uma bomba irá explodir em São Gonçalo. A pessoa que bate o martelo irá chorar lágrimas de sangue."
Diz que "a ordem já teria sido dada" e "a magistrada ficaria sabendo que teria sido ele o autor do fato".

Alguns dias depois, em outra conversa telefônica, o bicheiro afirma que a atitude contra a juíza seria, na verdade, uma representação na Corregedoria de Justiça.

No entanto, para a Polícia Federal, como o bicheiro desconfiava que estava sendo monitorado, aquela afirmação poderia ser uma tentativa de dissimular o telefonema anterior. O comunicado foi enviado à própria juíza Patrícia Acioli.

Numa anotação feita à mão no canto da página, é possível ler também: "Oficie-se a presidência do Tribunal de Justiça", "a Procuradoria de Justiça" e "a Secretaria de Segurança Pública".

Defesa

O desembargador Murta Ribeiro, que era presidente do Tribunal de Justiça em 2007, quando a proteção à juíza foi retirada, afirmou por telefone que a decisão de reduzir a escolta foi normal, porque quando um juiz recebe uma ameaça e ela não se concretiza, a segurança é desmobilizada para atender outro juiz.

Murta Ribeiro disse ainda que não se lembra se enviou por escrito à juíza a ordem para redução da escolta, mas acredita que não tenha enviado, porque, segundo o desembargador, do ponto de vista da hierarquia, isso não faria sentido.

O desembargador Luiz Zveiter, que era presidente do Tribunal de Justiça em 2009, disse que avaliou que o comunicado da Polícia Federal se referia à representação feita pelos advogados do bicheiro Luís Anderson Azeredo na corregedoria do tribunal. Esta avaliação foi confirmada, segundo Zveiter, porque dias depois da interceptação do telefonema, a representação contra a juíza efetivamente ocorreu. Ele disse que esteve com a magistrada e que em nenhum momento ela disse ter sofrido ameaças.

O procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, informou na manhã desta quarta-feira (17) que já pediu um levantamento para ver se o ofício da PF chegou realmente e se foi encaminhado para o órgão competente, neste caso, a Secretaria de Segurança ou o próprio Tribunal de Justiça. Lopes ressaltou que o Ministério Público só faz a segurança dos seus funcionários e não é responsável pela segurança de pessoas de fora do seu quadro.

A assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não localizou o secretário José Mariano Beltrame.

A assessoria da Polícia Federal disse que não vai se pronunciar.

Fonte G1

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MILÍCIA EXECUTA JUIZA NO RIO DE JANEIRO.



Brasil tem pelo menos 87 juízes sob ameaça, diz corregedora do CNJ


Juíza de 47 anos foi morta nesta madrugada, na porta de casa, no Rio.  Para Calmon, Judiciário 'cochila' em relação à segurança de magistrados


Por Débora Santos

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, afirmou nesta sexta-feira (12) que o Judiciário brasileiro tem “cochilado” em relação à segurança de magistrados. Segundo dados enviados por tribunais estaduais e federais ao Conselho, pelo menos 87 juízes estão sob ameaça em todo o Brasil, como a juíza Patrícia Acioli, que foi assassinada na madrugada desta sexta-feira (12).

Saiba mais
“Nós muitas vezes cochilamos um pouco quanto à segurança de magistrados que brigam e que trabalham com assuntos muito sérios como foi o caso dessa magistrada. Temos um segurança falha. Nós efetivamente temos cochilado um pouco”, disse a ministra.

Segundo informações enviadas pelo Tribunal de Justiça do Rio, no estado há 13 magistrados sob ameaça. Entre esses nomes, segundo a corregedora, não estava a juíza Patrícia Aciolli.

Eliana Calmou relatou que em junho deste ano enviou ofícios a todos os presidentes de tribunais regionais dos estados – inclusive do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos – pedindo dados sobre ameaças a juízes e recomendando o reforço na segurança dos magistrados.

“Recomendo que Vossa Excelência determine a adoção de práticas efetivas para garantir a segurança dos magistrados, em especial daqueles que judicam em varas criminais e de execução penal”, afirmou a corregedora na carta.

Há cerca de 3 meses, o CNJ criou um grupo de estudos para diagnosticar os problemas na segurança dos magistrados e definir que medidas devem ser tomadas pelos tribunais. Eliana Calmon afirmou que, segundo os investigadores do caso, Patrícia Acioli investigava grupos de extermínio, envolvendo inclusive policiais do Rio de Janeiro.
“Não se pode ter uma vara de execução como esta com um juiz apenas. Tem que diluir essa responsabilidade. É uma medida de segurança”, disse a corregedora do CNJ.

A corregedora informou ainda que constavam contra a juíza assassinada 4 representações no CNJ por abuso de autoridade. Mas todas foram arquivadas por falta de provas. De acordo com Eliana Calmon, provavelmente essas acusações tenham sido feitas por pessoas que não concordavam com a atuação rígida da juíza no combate ao crime.

“Há muito tempo ela batia de frente com esses grupos de extermínio e outros como do transporte ilegal de vans, bicheiros. Era uma juíza rigorosíssima. Só posso lamentar esse bárbaro ataque, mas não creio que isso vai inibir a magistratura. Isso pode assustar um pouco, mas não pode inibir o Judiciário. A morte da Dra. Patrícia não ficará em vão. Os magistrados brasileiros podem estar certos de que não estão sozinhos”, afirmou Eliana Calmon.

Marcada para morrer

A juíza Patrícia Acioli estava em uma lista de doze pessoas marcadas pra morrer, segundo investigadores. O documento foi encontrado com Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, acusado de ser chefe de uma milícia em São Gonçalo, preso em janeiro deste ano em Guarapari, no Espírito Santo.

De acordo com fontes da polícia, nos últimos dez anos a juíza foi responsável pela prisão de cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio.

Em setembro do ano passado, seis suspeitos, ente eles quatro policiais militares, foram presos. Segundo as investigações, todos faziam parte de um grupo envolvido no assassinato de 11 pessoas em São Gonçalo. A juíza Patricia Acioli foi quem expediu os mandados de prisão.

Ela trabalhava na quarta vara criminal de São Gonçalo. A juíza tem um histórico de condenações contra criminosos que atuam na cidade. Quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis, no transporte alternativo entre outros crimes.


Fonte G1
(Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pistoleiro envolvido em milícia privada de Curitiba, Paraná. vai a Júri



Pistoleiro envolvido em milícia privada de Curitiba, Paraná.  vai a Júri


No dia 27 de julho de 2011 acontecerá, em Curitiba, o Tribunal de Júri que poderá punir pela primeira vez um caso de milícia privada no campo. O assassinato de Eduardo Anghinoni ocorreu em Querência do Norte, noroeste do Estado, em 1999, e envolve a atuação de milícias armadas, patrocinada por fazendeiros e políticos locais para despejar, ameaçar, torturar e assassinar trabalhadores rurais sem terra.

Eduardo Anghinoni foi morto por engano, quando visitava seu irmão, Celso, uma das principais lideranças do MST no Paraná. O acusado do crime é Jair Firmino Borracha, pistoleiro contratado por uma ?empresa de segurança?, que chegou a ser preso durante as investigações do caso. No momento de sua prisão, Borracha empunhava uma arma contra os policiais e um exame de balística comprovou que desta arma saíram os tiros que mataram Eduardo.

Apesar dos indícios e das testemunhas, o acusado nunca chegou a cumprir pena. Diversos artifícios usados nos trâmites do Judiciário fizeram com que, mesmo depois de 13 anos, o caso permaneça sem resolução. O principal objetivo do Júri é definir se Borracha foi ou não quem disparou o tiro que matou Eduardo, e assim finalmente por fim à impunidade deste assassinato.

Para as organizações e movimentos que acompanham o caso, a morte de Eduardo Anghinoni não se trata de um episódio isolado. Ocorrido no auge das perseguições contra o MST no Paraná, este assassinato é mais uma das peças de um complexo mosaico de ilegalidades e violências, motivado pela impunidade e ausência do Estado brasileiro.

Campanha pela realização do Júri:

Até 27 de julho, data marcada para o início do tribunal, você receberá todos os dias uma nova abordagem sobre a realização do Júri Eduardo Anghinoni.

Espalhe essa informação e seja uma gota de esperança nesse latifúndio de injustiça.

Mais informações:

www.mst.org.br
www.terradedireitos.org.br

Email:: cmi-curitiba@lists.indymedia.org
URL:: blogs.midiaindependente.org/curitiba

sábado, 16 de julho de 2011

Milícia pode matar casal a qualquer momento no Rio de Janeiro. Até quando???




Casal ameaçado e sem proteção.  Excluídos do programa especial para testemunhas, eles não se adaptaram às regras e estão sem destino, correndo risco de vida.

Por Flávio Araújo

Rio, 15 de julho de 2011 - O casal C. e M. tem quase tudo para acreditar que possui um belo futuro. Só um detalhe os impede de ver um bom horizonte: desde 2009, eles sofrem ameaças de morte, depois que a integrantes milícia Água de Mirra suspeitaram que apartamentos do prédio onde C. trabalhava estaria sendo alugados por um um grupo rival. Espancado, ele quase morreu.

A situação dos dois é mais um caso que expõe problemas do Programa de Proteção a Testemunhas (Provita), no qual o casal já esteve por dois períodos. Na terça-feira, V., testemunha de uma chacina promovida pela milícia Liga da Justiça e que teve parte da família morta, denunciou ter sofrido um atentado na cidade de Lima Duarte (MG), onde estava escondido pelo Provita. Sua mulher teria sido espancada. A polícia investiga o ataque.

Hoje, C. e M vivem escondidos, sem saber que rumo tomar. “Só queremos uma oportunidade de ir embora desse Rio. Essa cidade já foi tudo para nós, mas diante do risco, é o que resta”, lamenta o marido.

Segundo a coordenadora do Provita, Renata Bressan, o casal não pode mais ser incluído no programa. “Eles não se adaptaram e quebraram regras, o que coloca em risco a segurança de funcionários e a própria credibilidade do trabalho”, explicou a promotora de Justiça.

Renata detalha que quem entra para o Provita não pode ter conta em banco, acesso à Internet e usar celular, além de várias outras limitações para garantir a segurança.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Marcelo Freixo (Psol), é preciso se discutir a questão: “A luta contra o crime organizado depende dessas pessoas e elas precisam de uma alternativa. O poder público deve dar respostas”.

Rigidez das regras do programa abre discussão no País

O senador Eduardo Suplicy (PT) vê avanços no Provita, mas acredita que a rigidez das regras afasta muitas pessoas que poderiam contribuir com seus testemunhos. “Essas desvantagens práticas de ter que sair da cidade, muitas vezes do estado, e de tentar apagar o passado causam transtornos que prejudicam o próprio funcionamento do programa. Seria o caso de se rediscutir a legislação”, avaliou o parlamentar.

A coordenadora do Provita no Rio, promotora Renata Bressan concorda que a legislação precisa ser revista, mas não a do programa, e sim o Código de Processo Penal.

“Na França, existe a figura da vítima, da testemunha sem rosto. No Brasil, a lei garante ao réu o direito de conhecer a identidade de vítimas e testemunhas. Essa legislação é que precisa ser revista. Dessa forma, a proteção à testemunha começa no início do processo”, opina a promotora.

Fonte O Dia.
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Testemunha sob proteção do Estado sofre atentado a tiros pela milícia





Provita?

 Pro-morte...








RJ: programa de proteção a testemunhas é colocado em xeque


Rio, 15 de julho de 2011 - Ele vivia com o que sobrou de sua família em Lima Duarte, cidade de Minas Gerais, a cerca de 280 km da zona oeste do Rio de Janeiro, território da milícia Liga da Justiça. Lá, V. sentia-se protegido pela lei após ser testemunha de chacina com sete pessoas mortas em 2008, na Favela do Barbante, em Inhoaíba, e ter sete parentes mortos como represália à denúncia contra os paramilitares no ano seguinte. Na terça-feira, às 18h, porém, ele sofreu um atentado a tiros e sua mulher foi espancada, mas o casal escapou.

Levadas para o interior mineiro por intermédio do Programa de Proteção a Testemunhas (Provita), as vítimas teriam conseguido ajuda de parentes do Rio para escapar. O O Dia acompanha o drama de V. e sua família desde que ele e dois primos - ambos assassinados - viraram alvos preferenciais da milícia.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que coordena o Provita, informou ter removido as vítimas para outro local, que não pode ser revelado por motivos de segurança.

Pesidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) teme que esse caso possa acabar com o programa. "É muito importante que se apure o que aconteceu para que o programa não corra o risco de acabar. Ele serve para preservar a vítima que muitas vezes é a única prova que a polícia que tem para elucidar o caso", afirmou o parlamentar.

Depoimentos condenaram Batman

O relato de testemunhas da chacina da Favela do Barbante ajudaram a revelar a atuação dos milicianos da Liga da Justiça. Apontado como 'braço armado' do grupo paramilitar, o ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, preso em 2009, foi condenado pelas mortes na comunidade graças aos depoimentos dos irmãos Leonardo e Leandro Baring Rodrigues, ambos executados.

Assim como V., os dois eram ameaçados pela milícia. Leonardo Baring Rodrigues foi assassinado em julho de 2009, na Vila do Céu, em Cosmos. O irmão dele, Leandro, viu o crime, e, para ir ao enterro, precisou de escolta policial e colete à prova de balas, como O Dia. Mesmo assim, em setembro do ano passado, acabou morto a tiros na entrada do Jacarezinho.

Na família, a lista de vítimas dos milicianos inclui ainda o pai de V. - um sargento reformado do Exército, de 90 anos - e mais quatro parentes. Na ocasião, todos foram mortos por criminosos que estavam à procura dos dois irmãos e, como não os encontraram, cometeram mais uma chacina.

Autoridades questionam versão

As autoridades que investigam o caso de V. suspeitam da versão que ele apresentou. Um dos detalhes que mais chamam a atenção é o fato de no local onde ele teria sido emboscado por homens armados não haver vestígios de projetéis ou marcas de bala.

Em depoimento, testemunhas disseram que parte dos hematomas no corpo da mulher dele, que teria sido espancada por bandidos, seriam antigas. Embora tenha comparecido à delegacia para registrar o crime, ele não informou ao telefone 24 horas do Provita sobre o episódio.

As autoridades garantem que V. e sua mulher estão em local seguro. Mas alertam que normas do programa não podem ser quebradas, como falar com outras pessoas sem autorização.

Fonte: O Dia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Polícia trabalhando: miliciano de Duque de Caxias-RJ, acusado de ser o chefe é preso.




Olha a cara da criança!

Polícia divulgou imagem do acusado, para facilitar a identificação junto a parentes de vítimas.

Douglas de Melo Ferreira, 23 anos é investigado por 18 homicídios cometidos na cidade da Baixada Fluminense.

Rio, 8 de julho de 2011 - Homens do Grupo de Operações de Inteligência da Corregedoria do 3º DPJM prenderam Douglas de Melo Ferreira, 23 anos, conhecido como "Tubarão" e "Coelho", que é acusado de ser um dos chefes da milícia no bairro Pantanal, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Apesar de não ter mandado de prisão expedido contra ele, Douglas era investigado por 18 assassinatos cometidos na região.
Foto: Divulgação
Polícia divulgou imagem do acusado, para facilitar a identificação junto a parentes de vítimas | Foto: Divulgação

Os policiais envolvidos na operação relataram que a busca por Douglas foi dificultada pelas raras vezes que ele saia da comunidade onde atuava. Entretanto, nessa quinta-feira, ele foi abordado na Rua 14 de Julho, na Vila São Luiz, também na Baixada Fluminense. Ele não resistiu a prisão e foi encontrado desarmado.

Imediatamente, os policiais levaram Douglas a 60ª DP (Campos Elísios). Além disso, familiares das vítimas dos 18 homicídios investigados foram contatados. Até o início da noite dessa quinta-feira, três destes já haviam reconhecido Douglas como autor das mortes.

Fonte O Dia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Apreendido parte de arsenal da milícia de Cordovil no Rio de Janeiro


Milicianos presos em Cordovil tinham arsenal dentro de casa

Grupo tinha máquinas para recarregar munição e para aplicar choques elétricos


Por Marcelo Bastos


Rio, 05 de julho de 2011 - A prisão de dois suspeitos de integrar uma milícia que atua nos bairros de Cordovil, Vista Alegre e Penha, na zona norte do Rio, investigados por homicídios, deu uma dimensão do poderio bélico dos grupos paramilitares que atuam no Rio de Janeiro.

Nas casas de Wallace Carvalho Ferreira e Fábio Marques Nobre de Almeida, em Cordovil, agentes da Divisão de Homicídios apreenderam uma espingarda calibre 12, uma carabina calibre 22, com luneta; três pistolas, entre elas uma Glock calibre 45 e uma calibre 40, o mesmo usado pelas polícias civil e militar.

Com os suspeitos, havia ainda 20 carregadores para pistolas de diversos calibre e caixas com mais de 1.000 balas para revólveres, pistolas e escopeta. O que mais chamou a atenção da polícia, no entanto, foi a sofisticação do grupo, que também tinha duas máquinas para recarregar munição, estojos vazios para serem recarregados e grande quantidade de chumbo e pólvora.

A apreensão também revelou um lado aterrorizante da quadrilha, já que dois aparelhos usados para aplicar choques elétricos foram encontrados. A polícia acredita que os equipamentos fossem usados para torturar desafetos. Uma luneta para observação à distância e mais de R$ 1.000 em espécie também foram encontrados.

Para demonstrar poder e impor ainda mais o domínio sobre as áreas controladas pela milícia conhecida como “bonde 556”, os suspeitos se passavam por policiais civis. Foram apreendidas duas carteiras falsas da Polícia Civil, dos pares de algemas, uma camiseta da Polícia Civil e coletes à prova de balas.

A Divisão de Homicídios conseguiu mandados de prisão contra Wallace, um dos líderes do grupo, e um homem conhecido como Fabinho da Lan House, que está foragido, por homicídio duplamente qualificado, ocorrido há nove meses. Fábio nobre foi preso em flagrante durante cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.

O grupo é suspeito de envolvimento com pelo menos outros três homicídios. O crime que gerou a investigação aconteceu por causa de uma discussão, segundo o delegado Celso Gustavo Castello Ribeiro, responsável pelo caso.  Um computador foi apreendido e será analisado, já que as investigações continuam.

Wallace vai responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, porte de arma de fogo e uso de documento falso. Ele já tinha anotação criminal por lesão corporal e extorsão. Já Fábio Marques, que tinha passagens por roubo qualificado e uso de arma de fogo, foi indiciado pelos crimes de porte de arma e uso de documento falso.

Fonte R7

Milícia carioca em novo "ramo": agiotagem.








Milicianos

agiotas...









 A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro apresentou acusados de integrar um grupo de milicianos. Milícias no Rio estariam financiando agiotagem, diz delegado.


Por Luís Bulcão
 

Rio, 5 de julho 2011 - A prisão de três agiotas no centro do Rio realizada nesta terça-feira pela Delegacia de Repressão aos Crimes Organizados (Draco) evidenciou uma nova prática das milícias cariocas para investir o dinheiro arrecadado com o crime. O delegado Jaime Berbat, responsável pelas investigações, acredita que as milícias estejam financiando o empréstimo ilegal e usando seu poder para extorquir os devedores.

"O que está ficando claro é que essa passou a ser uma nova modalidade de ação da milícia. Eles se associam a essas pessoas que fazem empréstimos e ficam com parte do dinheiro arrecadada", explicou o delegado.

Segundo as investigações, os agiotas atuavam no centro do Rio para tentar desassociar a prática das regiões controladas pelos milicianos da zona oeste da cidade. Os devedores que recorrem ao dinheiro eram instruídos a fazer o negócio em salas de um edifício na avenida Presidente Vargas, no Centro. "Depois de concedidos os empréstimos, os milicianos passavam a fazer o que mais sabem, que é intimidar e extorquir", disse Berbat.

Na operação, a Draco prendeu Edmilson Vieira Fernandes, 33 anos, Roberto Pinto Melo, 59 anos, e Paulo Bianchine Neto, 21 anos. Eles vão responder pelos crimes de usura, uso de entorpecentes, extorsão e quadrilha armada. Com o grupo, foi arrecadado cerca de R$ 4 mil em dinheiro, pequena quantidade de maconha, uma faca, notas promissórias, blocos com dados pessoais das vítimas, cópias de documentos, calculadoras, recibos de empréstimos, câmeras de circuito interno de TV, entre outros objetos, de acordo com informações da Secretaria de Segurança. Berbat afirmou que as investigações prosseguem com o objetivo reunir provas que ajudem a levar a uma milícia que atua principalmente na Zona Oeste.

Fonte: Terra
Foto: Jeferson Ribeiro/Futura Press

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Embrião de miçícia é extirpado em Inhaúma, Rio de Janeiro.


Presa quadrilha suspeita de montar milícia em Inhaúma


Mulher era o braço direito do chefe do bando, que cobraria taxas de moradores de favela




Rio, 4 jul 2011 - Policiais militares do 3º BPM (Méier) prenderam ontem pela manhã sete pessoas suspeitas de integrar milícia que atuava na Favela Águia de Ouro, em Inhaúma, na Zona Norte. Entre eles, havia uma mulher e um menor. Eles serão autuados em pelo menos três crimes: porte ilegal de arma, aliciamento de menor e formação de quadrilha. Entre os detidos estava Flaviano da Silva Santos, 24 anos, conhecido como Metralha. Ele é apontado como o chefe do grupo.

Segundo o tenente Marcio Martinez, que comandou a operação, o grupo já atuava na comunidade há cerca de seis meses. Martinez conta que a PM recebeu denúncias de moradores de que o bando cobrava taxas indevidas do comércio, por acesso à Internet e pela televisão a cabo, comercializava e alugava imóveis e vendia serviço de ‘segurança’ à comunidade.

Também foram presos o menor A., 16, irmão de Flaviano; Raquel Sabino Bernardo 24, mais conhecida como Bad Boy e braço direito de Metralha; Denver Sales de Araújo, 28; Daniel Marinho Viana, 18; Rodolfo Pinheiro da Silva Santos, 21; e Jorge Henrique Miguel Ferreira, 31.

Munição e armas em fosso da casa
Com os presos, foram apreendidos um bastão de tortura com os dizeres ‘Direitos Humanos’, um fuzil 8 mm, uma pistola, uma submetralhadora, dois revólveres, seis granadas, seis facas, uma farda, celulares e radiotransmissores, além de munição e de um colete à prova de balas. As armas estavam no fosso da casa em que estavam reunidos.

O grupo já estava sendo observado pela Inteligência da Polícia Militar há duas semanas, segundo o tenente Martinez. “Foi uma ação pacífica, não houve troca de tiros. Sabíamos que eles estariam reunidos hoje, por causa de alguma comemoração. Descobrimos a casa onde eles estavam escondidos e os capturamos”. O caso foi registrado na 25ª DP (Engenho Novo).

Fonte O Dia
Foto: Felipe O´Neill/ Agência O Dia